Do Porto com Amor: 2017

domingo, 19 de novembro de 2017

Um Pouco Mais de Azul


Ufa... estava a ver que íamos ficar outra vez precocemente pelo caminho na Taça de Portugal. O excelente comportamento do Portimonense teve muito a ver com isso, há que o dizer sem rodeios, mas a nós faltou-nos mais intensidade e concentração para colocar o jogo fora do alcance do adversário antes da ansiada descontração (leia-se poupança para Istambul).


Empate salvador já nos descontos? Não chega! (foto Catarina Morais/Kapta +)

O golo inaugural chegou madrugador, mas não foi por isso que parámos de tentar. Tivemos a seguir um par de boas oportunidades para ampliar e colocar o marcador mais longe dos algarvios. Não o tendo conseguido, acabámos por relaxar ao fim de uns muito razoáveis 20/25 minutos. Acto contínuo, o Portimonense conseguiu chegar ao empate, num lance de ressaltos e falhas colectivas de marcação (após a perda de bola infantil de Ricardo, que, no entanto, recuperou a posição a tempo de evitar um mal maior apenas por sua culpa).

Até ao intervalo, pouco mais. No regresso do balneário, orelhas em brasa e nova busca do golo. Mais um par de possibilidades, mas nada. Quem não se fez rogado foi Pedro Sá, que marcou um golaço à entrada da área do regressado mas impotente Casillas. De repente, estávamos a perder e já só sobravam vinte minutos para recuperar. 

Parecia mais do que suficiente quando o golo entrou, mas, a cada nova tentativa frustrada, a preocupação foi crescendo em todos os que sofrem pela azulebranca. O momento da inflexão foi-nos oferecido por um adversário, o imprudente Felipe Macedo, que recebeu bem o segundo amarelo após travar Danilo num lance que ameaçava ser perigoso. 

A partir daí, Vitor Oliveira concentrou-se em fechar as trancas da porta e nós em rebentá-las. Só que não foi fácil. Ao ponto de na placa do tempo de compensação serem mostrados sete minutos e o resultado se manter em 1-2. Foi preciso esse último alerta para que Alex Telles descobrisse uma rota de fuga para Aboubakar, que na cara do Carlos Henriques, não falhou. Explosão de alívio no Dragão e mentalização para mais trinta abençoados minutos de futebol. Só que não...

Abou deu o mote, ao correr para agarrar a bola e devolvê-la ao centro do grande círculo, quase sem festejar o saborosíssimo empate. Não, era ainda tempo de tentar acabar logo ali com o jogo. Dito e feito: o estreante André Pereira serviu muito bem o mesmo Abou, que... sem querer, deixou a bola passar por baixo do seu pé, o que permitiu a Brahimi aparecer solto no um-para-um com o desamparado redes e selar a passagem à próxima eliminatória. Ufa... 

Terá de ter servido de sério aviso para todos: os jogos são para resolver primeiro e descansar depois, não se pode inverter a ordem. No entanto, serviu também para demonstrar a enorme crença que esta equipa tem, seja sob que circunstâncias for. É daquelas que nenhum adversário pode desconsiderar, sob pena de se ter um dissabor a qualquer momento. E é muito por isto que acredito que esta vai ser uma época à Porto e do Porto. Do meu bom, velho Porto, agora navegando sobre um irredutível Mar Azul.





Notas DPcA 


Dia de jogo: 17/11/2017, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - Portimonense SC (3-2)


Casillas (6): Regresso (para mim) inesperado mas correspondido com firmeza. Sem responsabilidades nos golos, teve intervenções seguras e procurou liderar a partir da baliza.

Ricardo (7): Muitos momentos bons e alguns de menor concentração, com destaque para o lance que depois acabou por resultar no primeiro golo sofrido. Globalmente, bastante bem.

Melhor em Campo Alex Telles (8): O jogador mais decisivo do encontro, em minha opinião, mesmo sem ter feito nenhum golo. Marcou o canto para o primeiro e inventou uma desmarcação a meias com Abou para o fundamental golo do empate, já a terminar.

Marcano (6): Regular, com algumas hesitações pouco habituais.

Felipe (6): Um bocadinho melhor do que nas últimas partidas, mas sempre com aquela garra que neste jogo era mesmo fundamental.

Danilo (7): Marcou e quase bisava, mas fora isso, foi igualmente importante no desenrolar da partida. Está felizmente a recuperar o seu nível, pelo que a equipa só tem de agradecer e aproveitar.

Óliver (6): Foi notória a vontade de querer mostrar o muito que tem para dar, mas o que melhor lhe saiu foram as recuperações de bola. E nós sabemos que é melhor a construir do que a destruir. Ansiedad...

Catarina Morais / Kapta +

< 70' André André (6): Outro arranque de jogo com pouca intensidade e até utilidade, razoavelmente rectificada à medida que o relógio avançava. Mas tem de fazer mais.

< 77' Corona (6): Procurou ser o elemento desequilibrador que sabe poder ser, mas quase nunca foi consequente. Trabalhou muito para a equipa, mas também dele se espera mais arte ofensiva do que afinco defensivo.

Aboubakar (7): Faro de golo na desmarcação e eficácia (pouco habitual) na altura decisiva. Tudo o resto também foi bom e importante, mas nada que se compare com o momento do jogo.

< 54' Hernani (5): Se não foi a última oportunidade, não deve andar longe. Precisava de um lance que o libertasse de toda aquela pressão de quem sabe que tem de mostrar serviço antes que o tempo se esfume pelos seus dedos. Infelizmente, ainda não foi desta.

> 54' Brahimi (8): Fundamental para a reviravolta final, ainda que tenha entrado com o marcador empatado a um. Fez o que faz melhor e no último momento não perdoou. É o que se lhe pede.

> 70' André Pereira (7): A surpresa da convocatória... e das substituições. Correspondeu da melhor maneira, isto é, procurou jogar simples e bem, ao invés de querer mostrar o repertório todo de uma vez só. Deu até a sensação de já jogar na equipa há muito tempo, tal o "à vontade" e a boa ligação aos companheiros. Por felicidade, ficou ainda umbilicalmente ligado ao golo da vitória. Boa estreia, mesmo se for a única durante uns tempos largos.

> 77' Layún (6): Entrou bem, acrescentou experiência, garra e qualidade ao assalto final. Assim, sim, pode ser opção.

Sérgio Conceição (6): Ao contrário do que tem sido habitual, estive muito de acordo com a equipa escolhida e com as mudanças operadas ao longo do jogo. Houve momentos em que a equipa baixou um pouco a guarda, o que não deveria acontecer, em especial antes de o jogo estar definitivamente resolvido. No entanto, aquela recuperação final tem muito dedo deste treinador, aliás o primeiro pensamento que me ocorreu após o apito final foi o de que nos últimos anos, jamais teríamos tido a crença para ir atrás do prejuízo até ao final.






Outros Intervenientes:



Mais uma bela exibição deste Portimonense de Vitor Oliveira. É das poucas equipas que dá gosto ver jogar no nosso campeonato e até torcer por ela. Ofensivamente, são um regalo de ver e uma chatice de jogar contra. São vários os bons valores que formam o conjunto, mas o destaque - neste e em vários outros jogos - recai sobre o pequeno japonês Nakajima. Insisto que seria acertado trazê-lo para o Dragão, a ver no que dava...

Sobre a arbitragem de Soares Dias & Companhia, tão ridiculamente contestada pelos sem-vergonha do costume, creio que esteve globalmente acertado. Foram muitas as demonstrações de desagrado e impaciência das bancadas, mas sinceramente parece-me que foi mais o fruto da época do que algo sustentável. Teve os seus erros, mas nada muito relevante. 

A excepção poderá ter sido o lance de que Vitor Oliveira se queixa, mas eu acho que decidiu bem. Foi uma entrada imprudente de Alex Telles, sem dúvida, mas enquanto disputava a bola com outro jogador que não o que foi atingido. Além disso, nas repetições é bem visível a falta de "força" no contacto, o que revela não haver intencionalidade de magoar. Admito, ainda assim, que havia margem para o árbitro decidir de ambas as maneiras, apenas amarelo ou vermelho. Esta última, em minha opinião, seria excessivamente rigorosa.

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Taça (bem) arrumada, apesar do susto, venha de lá o bicho papão turco. Não, não é, mas foi a equipa que mais dificuldades nos causou até agora. E também por isso, vai ser bom para avaliar o quanto crescemos desde o primeiro embate. Lá estarei, se tudo correr bem. Até lá!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




terça-feira, 14 de novembro de 2017

Onde Está a Bola? #53


Está quase a chegar ao fim a seca de FC Porto... é já na próxima sexta 17 que a alegria e a emoção regressam ao Dragão, desta vez num jogo da Taça de Portugal contra o Portimonense SC. Conforme prometido, regressa também o Onde Está a Bola? (OEaB?) com o habitual bilhete duplo para presentear o leitor mais perspicaz e afortunado.


Relembro uma última vez que este ano se podem candidatar à Edição Especial apenas através do envio das vossas selfies no Dragão para lapisazulebranco@gmail.com

Vamos à edição #53!


OEaB? #53 - Portimonense (clicar para ampliar)


Respostas possíveis #53 (Portimonense):

A - Bola Azul
B - Bola Castanha 
C - Bola Laranja 
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida 


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória.

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo, acompanhadas da resposta à pergunta "Como foi a sua ida ao Estádio?" (duas frases bastam, desde que venham do fundo da Alma Portista...);

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #53 deste passatempo termina às 23h00 de 16 de Novembro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 11h00 de dia 17.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

9 - A edição especial anual do passatempo tem um novo critério: o da melhor selfie. Todos os vencedores de edições anteriores ficarão automaticamente habilitados. Mas não só: todos os concorrentes de todas as edições podem participar, desde que também enviem as suas selfies no Dragão em dia de jogo (email para envio das fotos: lapisazulebranco@gmail.com )

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio de Portistas! 


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Falta apenas encerrar as contas da edição anterior, a #52.


#52 - RB Leipzig

 

Resposta certa: D - Bola Púrpura

 

Vencedor: Delfim Ferreira!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.



Agora, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.



Por fim, a compilação das fotos enviadas pelo Delfim e as suas "duas linhas" sobre esta ida ao magnífico Dragão:  


"Inesquecível! 

Uma vitória conseguida através das características que puseram o FCPorto no topo do mundo: raça, paixão, entreajuda, entrega, rigor e competência.

Impossível ficar indiferente ao ambiente do Dragão. A comunhão entre os adeptos e a equipa é fantástica e melhora a cada jogo.

Resta-me agradecer a oportunidade e desejar todo o sucesso para o blogue."


Agradecido, caro Delfim, volte sempre!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Qualquer Dia Uma Pessoa Séria Não Pode


Qualquer dia uma pessoa séria não pode estar no futebol” - LFV, O General Ventoinhas, ao vivo n'Os Serões do Hélder.

Nem na construção, nem nos pneus, nem nos empréstimos e nem na vida em geral, faltou-lhe dizer, agastado. Mas apreciei a finesse da referência exclusiva ao futebol. Um verdadeiro estadista da vigarice, que seria o orgulho de muitos dos seus precursores.





A propósito e seguindo a mesma linha de desonestidade - vá, vou usar o termo "intelectual", mesmo sabendo que estou a exagerar - o que teriam dito alguns dos seus mestres da patranha?

Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser sortuda - Vale e Azevedo, a esfregar o convés do Lucky Me.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode levar uma vida modesta em Paris enquanto escreve um livro - José Sócrates, agarrando Vítor Gonçalves pelos colarinhos.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode estar na política - Dias Loureiro, a pescar lagostas ao largo do Sal; Isaltino Morais, reeleito presidente em Oeiras...


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser banqueiro - José Oliveira e Costa & Ricardo Salgado, num uníssono indignado.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode estar na filatelia - Alberto Figueiredo, enquanto colava selos com a testa.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode correr a maratona - Fred Lorz, enquanto buzinava o calhambeque.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser atleta de lançamento do martelo - Thor, Deus do Trovão.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser atleta de lançamento do disco - Capitão América.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser atleta olímpico feminino - China, Rússia & Ex-RDA, de mãos dadas (musculadas e peludas).


Qualquer dia uma pessoa séria não pode jogar à cabra cega - Super-Homem, a lamber um gelado de kryptonite.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser atleta de salto em comprimento (nem espetar cinco nos lampiões)” - O Incrível Hulk, a partir (uma vez mais) os rins a David Luiz


Qualquer dia uma pessoa séria não pode jogar Risco nem fazer investigação genética - Adolf Hitler, ao assinar mais um decreto para sacrificar outro lote de judeus em nome da ciência.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode estar no import/export - Pablo Escobar, enquanto limpava salpicos de sangue da cara.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode prestar aconselhamento financeiro - Bernie Madoff & Charles Ponzi - "Nem trabalhar pela solidariedade social!" - acrescentou ufana Dona Branca.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode operar no imobiliário de luxo - Victor Lustig & George C. Parker, digladiando-se sobre qual seria mais valiosa, se a Torre Eiffel ou a Estátua da Liberdade...


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser exímia na arte da multiplicação" - Alves dos Reis & Mary Butterworth, distribuindo notas pelos pobrezinhos.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode estar na música - Milli Vanilli, cantarolando "girl, you know it's true, uh, uh, uh!"


Qualquer dia não se pode ser sério... enfim, são tantas as vítimas desta terrível incapacidade de se poder ser sério, que nunca mais daqui saímos. Fica a amostra. E o convite para as vossas contribuições, pois claro - mas com seriedade, por favor.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Ligas Fantasy DPcM 17/18 - Actualização #1


Aproveitando o marasmo provocado pela pausa das competições de clubes em prol das equipas nacionais, aqui está a devida actualização das classificações das Ligas Fantasy Do Porto com Mística (DPcM), bem como respectivos vencedores semanais.

Relembro que a qualquer altura se pode consultar o andamento de todas as ligas na página dedicada.




Champions Fantasy League




RealFevr  


Após 4 jornadas, há um duo na liderança com um avança ligeiro sobre o resto da concorrência. O Hélder Bruno de Aguiar comanda o seu "Salvador & Santiago FC" com um ponto de vantagem sobre o "Semos Cão Piões Europeus" do Marco. A dupla conta já com quase cinquenta pontos de avanço sobre o terceiro e seguintes concorrentes, o que não sendo de forma alguma definitivo, dá algum conforto para gerir... e batalhar ferozmente entre eles.

Eu sigo num demasiado modesto 11º lugar, que em grande parte se fica a dever a um erro de principiante: decidi jogar o Wildcard na J3, fazendo 12 transferências... só que me esqueci de o activar antes de confirmar as transferências. Resultado, comecei a jornada com -40 pontos. Que possa servir de aviso à navegação, se não servir para mais nada...


Líder actual: Salvador & Santiago FC (hbaguiar) - 349 pts.

Vencedores semanais:

J1 - RedChamps Champions (arturmalmeida) - 86 pts.
J2 - Semos Cão Piões Europeus (Just-do-it) - 103 pts.
J3 - Banda de Cabreiros (joao_gomes_73) - 94 pts.
J4 - Euro Pancas (pedro_martins_96_58) - 88 pts.


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Site UEFA


Maior equilíbrio no lado b desta fantasy, com os "Rissóis Goleada" de João Pinto a destacarem-se no comando com uns singelos dez pontos de avanço sobre o segundo, o "To Sem Pts" de "alguém" (não consigo ver o nome do mister). Daí para baixo, o equilíbrio é ainda maior, tal a proximidade pontual do top 10.

"Então e aqui, qual é a tua desculpa, ó Lápis?". Pois bem, não tenho, seus espertalhões. Simplesmente segui uma estratégia diferente, claramente menos acertada. Mas voltarei a brilhar e mais intensamente do que nunca...


Líder actual: Rissóis Goleada (João Pinto) - 280 pts.

Vencedores semanais:

MD1 - Rissóis Goleada (João Pinto) - 89 pts.
MD2 - Barroselo (mariarosa) - 73 pts.
MD3 - Alvini FC (Alves) - 66 pts.
MD4 - FC Madragon (Madragon) - 81 pts





Europa Fantasy League



Naquela que muitos consideram a verdadeira competição para especialistas, o vosso amigo Lápis (LAeB) segue num honroso segundo lugar, com os Do Porto com Amor a cederem apenas perante a sapiência maior (mas provisória) de Baptista e os seus "Sons of Anarchy", que lideram com 23 pontos de avanço sobre este vosso anfitrião e guru da fantasia. Abaixo de mim, não interessa muito, mas... há equilíbrio e invejosos à espreita :-)


Líder actual: Sons of Anarchy (ABaptista84) - 244 pts.

Vencedores semanais:

J1 - Vintage 2017 (nbmateus) - 82 pts.
J2 - Icesa City (Vitorgaspar) & Ricardense 04 (Ricabrantes) - 65 pts.
J3 - AOCC5 (botaquartilho) - 71 pts.
J4 - Sons of Anarchy (ABaptista84) - 67 pts.





Fantasy Liga Portuguesa



Segue animada a disputa no topo da tabela, com um trio a destacar-se ligeiramente sobre o pelotão perseguidor. À frente, Pedro Carvalho e o "Carvalhation United Team", com irrisórios seis pontos de avanço sobre Francisco Maia e seus "Tawian Urd" e nove sobre o multi-dimensional Hélder Bruno de Aguiar e seu "Salvador & Santiago FC".

Já eu, sigo tranquilo e discreto na sétima posição, a preparar-me para um irresistível assalto à liderança... be afraid, be very afraid...


Líder actual: Carvalhation United Team (pedro_carvalho_24) - 716 pts.

Vencedores semanais:

J01 - Say What? (tiago_gonçalves_3) - 82 pts.
J02 - Jonas Piccinitas D.C. (Baptista66) - 71 pts.
J03 - Vintage (nbmateus) - 109 pts.
J04 - 1893FCP (Paulo Ferreira) - 61 pts.
J05 - Passa Nhaga Team (luis_azevedo_34) - 68 pts.
J06 - Pancas11 (pedro_martins_96_58) - 76 pts.
J07 - FCPORTO da (fcp-17-18) - 79 pts.
J08 - SALVADOR & SANTIAGO FC (hbaguiar) - 74 pts.
J09 - Canela1992 (tiago_ferreira_33) - 107 pts.
J10 - Juventus do Rio FR (João2000) - 88 pts.
J11 - DracarysFC (LordGomes36) - 87 pts.





Fantasy La Liga



Na liga de nuestros hermanos, são os "CaciquesFX" de Juan quem mais ordenam, com uns apreciáveis trinta pontos de avanço sobre o mais directo perseguidor, Bruno Gomes e o Draconian FC. Não por acaso, são dois dos concorrentes que mais vezes venceram jornadas.

A minha estratégia é a mesma da Liga Portuguesa, seguir anónimo no sétimo lugar, para mais adiante tomar a liderança sem dó nem piedade. Depois não digam que não avisei, ok?


Líder actual: CaciquesFX (JCFX) - 694 pts.

Vencedores semanais:

J01 - CaciquesFX (JCFX) - 61 pts.
J02 - Rokinhas (mário_rui_magalhāes) - 73 pts.
J03 - Draconian FC (LordGomes36) - 86 pts.
J04 - Frechas F.C (david_correia) - 56 pts.
J05 - CaciquesFX (JCFX) - 109 pts.
J06 - Draconian FC (LordGomes36) - 71 pts.
J07 - Nuestros Hermanos 17 (pedro_martins_96_58) - 97 pts.
J08 - VãoperseguiroCR7lho (Just-do-it) - 63 pts.
J09 - Nuestros Hermanos 17 (pedro_martins_96_58) - 66 pts.
J10 - CaciquesFX (JCFX) - 66 pts.
J11 - AOOC (botaquartilho) - 68 pts.





Fantasy Premier League



Na original e mais complexa fantasy dos campeonatos europeus, as mudanças de líder são mesmo a maior constante, tal a colossal variação de desempenhos individuais dos jogadores jornada após jornada. De momento, a camisola amarela pertence a José Vieira e ao seu "SANTI$TA FC", mas ninguém pode prever se ainda a terá vestida após a próxima gameweek. A apenas quatro pontos, segue Samuel Branco e os "Limianos".

E está tudo, certo? Ah, o quê? EU?? Então não vos disse que esta época decidi fazer uma experiência sociológica, para perceber como se sentem aqueles que andam na metade inferior da tabela?... Não disse? Oh, deixem isso para lá, é coisa para gente crescida...

Líder actual:  SANTI$TA FC (JOSE VIEIRA) - 614 pts.

Vencedores semanais:

GW01 - Parrampeiros (Luis Pereira)- 95 pts.
GW02 - Manchester Triste (Marcelo Otávio Souza) - 67 pts.
GW03 - Anastaciano1966 (Adalberto Rodrigues) - 66 pts.
GW04 - Fintabolistas FC (carlos guimarães) - 70 pts.
GW05 - Manchester Triste (Marcelo Souza) & SANTI$TA FC (JOSE VIEIRA) - 81 pts.
GW06 - Sons of Anarchy (André Baptista) - 87 pts.
GW07 - Sly Team (Pedro Brás) - 82 pts.
GW08 - ANASTACIANO1966 (Adalberto Rodrigues) - 60 pts.
GW09 - Limianos (Samuel Branco) - 82 pts.
GW10 - Carvalhation Team (Pedro Carvalho) - 71 pts.
GW11 - LusoTeam (Joaquim Nisa) - 68 pts.




E está feita a actualização! Hei-de voltar, algures num futuro não muito distante (nem muito próximo). Até lá, continuem a esforçar-se para merecer honras de "primeira página" :-))




Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



domingo, 5 de novembro de 2017

Sem Vacilar


Prova superada. Uma noite no Dragão que muitos anteviam tão complicada como efectivamente o foi, dado o conjunto de factores (pouco descanso, lesões e castigo) que nos amputou de parte relevante do onze mais vezes titular e, por consequência, de soluções de banco. E, já agora, de um Belenenses bem organizado e resistente, que parece mesmo só perder o seu norte nos dois jogos contra os sem-vergonha.

 Catarina Morais / Kapta +

A entrada dos nossos no jogo foi boa, como que a querer dissipar qualquer dúvida sobre quem mandava ali, jogasse quem jogasse sob o azulebranco. Bons envolvimentos, apesar das poucas rotinas, e várias vezes a ameaçar criar real perigo. A questão é que demorou a passar de vãs ameaças a algo concreto, capaz de criar dano nas redes adversárias.

Já o Belenenses não se fez rogado e foi o primeiro a criar um lance de verdadeiro perigo, num remate cruzado que não passou longe do poste esquerdo de José Sá. Antes disso, já Fábio Veríssimo tinha falhado detectar um claro derrube de Hernani à entrada da área belenense, como que a dar o mote para o que se seguiria.

Ninguém se descompôs com o susto e continuou o alegre assalto à baliza de Muriel, mais um da linhagem de Matrafona, o Batoteiro. Brahimi (muito ele), Abou, Hernani, André, Telles e Marcano, todos o tentaram sem sucesso; só mesmo o inimitável Héctor Herrera conseguiu desflorar a donzela lisboeta, já em cima do intervalo. Para nosso alívio, diga-se, sobretudo após o adversário "perdoar" o empate já nos descontos.

A segunda parte foi mais difícil, como seria de prever. Na ausência de um segundo golo madrugador, seria apenas natural que o Belenenses fosse ganhando algum ascendente, à medida que as nossas pilhas parcialmente carregadas se fossem esvaziando.

Não que tenham conseguido oportunidades flagrantes para empatar, uma vez que falharam quase sempre o último passe ou foi deficiente a abordagem do potencial finalizador. Mas andaram lá perto, a rondar, e era real a possibilidade de sofrer um golo num lance qualquer, até caído do céu inferno aos trambolhões.

E como, entre outros menos flagrantes, Sérgio Oliveira conseguiu não marcar um golo (quase) feito a um quarto de hora dos noventa, tivemos de esperar pelo minuto 89 para assistir ao momento da noite: o brilhante golo de Aboubakar, que sentenciou finalmente a distribuição dos pontos em disputa. Todos para somar ao nosso pecúlio, obviamente.

Contas encerradas, liderança garantida e com possibilidade de se reforçar. Lá estaremos, hoje ao final da tarde, bem confortáveis no sofá, a ver se sim ou se não. O nosso está feito, os outros que se desenrasquem.



Notas DPcA 


Dia de jogo: 04/11/2017, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - CF Os Belenenses (2-0)


José Sá (7): Respondeu à altura sempre que solicitado (e foi, várias vezes) e pareceu já conseguir transmitir segurança aos seus companheiros. E conseguiu acabar outro jogo sem sofrer. O que é bom.

Ricardo (6): Alternou as vagas ofensivas com Telles e, da sua parte, houve sempre muita energia e disponibilidade para subir. Sempre... até a bateria começar a dar sinal de esgotamento. É apenas humano, mas joga bem à bola que se farta.

Alex Telles (7): Fica outra vez ligado ao resultado, porque foi dele o canto que acabou por permitir a Herrera fazer o primeiro. Sempre muito ligado pelo flanco acima, combinando bem com Brahimi e com quem mais caiu na zona, apesar da habitual falta de eficácia no último passe. Bem a defender também.

Marcano (6): Menos afirmativo do que nos jogos mais recentes, ainda assim esteve num bom plano na maior parte do tempo.

Felipe (5): Não sei se atravessa alguma fase menos boa a nível pessoal, mas fica claro que está intranquilo e comete erros pouco perdoáveis, como o possível penálti e os vários possíveis amarelos que poderiam acabar em possível expulsão. Como se não bastasse, ainda teve um par de cortes deficientes em zona proibida e um deles só não deu golo por "milagre".

Reyes (6): Desposicionou-se mais do que o desejável e não creio que tenha a qualidade de passe suficiente para se impor nesta posição - falhou demasiados e nem sempre passes "necessários" - mas neste jogo esteve à altura do desafio e o saldo da exibição é claramente positivo, mesmo descontando essas manchas no currículo. A determinação e o empenho que denotou valeram pelo resto.

Melhor em Campo Herrera (8): Desbloqueou o marcador e assistiu muito bem para o segundo, o que num jogo que ficou 2-0, seria já um feito marcante. O bom problema é que não se limitou a isto, antes foi o verdadeiro motor e cola-tudo da equipa, ligando as peças soltas e dando-lhes algum nexo. E, pasmo-me, não me lembro de um passe estapafúrdio, nem sequer de uma ideia mal gizada e pior executada. Não, hoje esteve divinal, o pecador incurável Héctor Miguel. Um jogo realmente muito bom, a fazer-me sonhar como seria se pudesse ser mais vezes assim... e menos vezes assado.

Catarina Morais / Kapta +

< 76' André André (5): Posso admitir a sua presença em campo na primeira parte, até porque seria insensato por parte do treinador não lhe dar hipótese de se tornar relevante entretanto. Mas confesso que tenho dificuldade em perceber por que raio andou a penar mais 26 minutos após o intervalo, sem conseguir produzir nada que se visse. Muito fraquinho, muito Andrezinho, não chega para jogar no Porto. Para cá estar, tem que se superar todos os jogos. O que, convenhamos, parece ser algo improvável.

< 76' Brahimi (6): O principal foco de instabilidade na defesa azul na primeira parte, deu menos nas vistas na segunda, porque houve mais com quem partilhar o palco e sobretudo porque deu o estouro. Bom meio jogo, ainda assim.

Aboubakar (7): Que grande golo, Vincent! Como é que um gajo que falha de baliza aberta depois faz golos destes, mon ami? Chapeau (literalmente). No demais, muita parra e pouca uva, mas sempre a carburar pela equipa.

< 60' Hernani (6): Ele bem tenta, mas não chega lá. Hoje teve a sua grande oportunidade de mostrar alguma coisa e voltou a desapontar. Claro que trabalhou, tentou e até quase conseguiu, mas... não deu. Será "ainda" ou é mesmo the odd man out?

> 60' Corona (7): Outra grande entrada a partir do banco, re-agitando o jogo a nosso favor e pondo em sentido os atrevidos pastéis adversários. Foi fulcral na contenção da "revolta" e a assegurar a vitória.

> 76' Sérgio Oliveira (5): Chegou tarde, mas ainda a tempo de ajudar a estabilizar o jogo no meio, acrescentando-se onde antes havia vazio (leia-se André André). Pena não ter aproveitado aquele golo feito, que sem dúvida daria outro colorido à sua curta participação.

> 76' Galeno (5): O rapaz corre, é verdade. E muito. Vá, e mete o pé também, às vezes. Mas e que mais? Ainda não sei...

Sérgio Conceição (7): Vitória fundamental neste jogo armadilhado, garantindo a liderança isolada após um terço do campeonato disputado. E muito bem no pós-jogo, em especial sobre Herrera e depois em exclusivo para o Porto Canal. Isto é o essencial e justifica a nota. Muito bom e bem acima das minhas expectativas iniciais.

Quanto ao jogo em si, menos satisfeito. Do onze, nada a dizer, embora não partilhe da sua fé em Reyes para jogar a "6" - e o certo é que cumpriu. Já quanto à indecisão em fazer a segunda substituição (e terceira, afinal), acho que nos penalizou em demasia. Rapidamente se viu que André estava ausente, macio e inconsequente e que a equipa se ressentia disso. Assim como Brahimi, que esvaziou o depósito todo na primeira parte.

Tal como não entendo a ostracização de Óliver. Hoje era mesmo dele que a equipa precisava, mais do que de Sérgio Oliveira ou outro qualquer dos que estavam no banco. Mas nem assim. Hoje ficou claro para mim que Óliver está "de castigo". Porquê, não sei. Mas lamento, porque é talento desaproveitado. E, meu caro Sérgio, não é algo que tenhamos com fartura.




Outros Intervenientes:



Surpreendeu-me a organização e a confiança deste Belenenses de Domingos Paciência, não por duvidar da capacidade do treinador, mas porque o seu plantel é relativamente desconhecido para mim e não conheço nenhum jogador que se destaque dos demais. Que os haverá, certamente, mas neste jogo foi o conjunto que mais deu nas vistas. Vi foi detalhes, bons detalhes, num ilustre desconhecido que dá pelo nome de Bernardo "Benny" Dias, um menino de 20 anos que entrou na segunda parte. A seguir...


Sobre Fábio Veríssimo e restante gangada, no estádio fiquei com a impressão de que decidiu mal demasiadas vezes, tanto em lances negligenciáveis como em lances críticos, de que é exemplo a falta clara sobre Hernani em cima da grande área (mas fora) por marcar (+ amarelo), por oposição às faltinhas de treta a cortar prováveis ataques perigosos. E pelo menos mais um cartão amarelo ficou por mostrar, num abalroamento a Galeno.

[Actualizado] Quanto ao possível penálti de Felipe por carga ilegal ao minuto 11, acho que decidiu bem mas admito que poderia ter marcado falta, se essa fosse a sua leitura. Ao minuto 23, há um bloqueio ilegal a um avançado adversário, que deveria ter sido penálti. Há um terceiro lance ainda na primeira parte, num carrinho impetuoso do outro lado da área após o avançado já ter cruzado a bola, que também me deixou dúvidas mas do qual não há repetições esclarecedoras.

Não é liquído nem provável que sendo marcado um dos penáltis e respectivo cartão amarelo, Felipe voltasse a repetir a asneira, pelo que a teoria da expulsão é rebuscada. Mas as consequências de um penálti concretizado ninguém pode medir, apenas que teria influência relevante no jogo.

Tudo somado, o Belenenses pode ter tem mais razões de queixa do que nós, pelo impacto previsível no jogo dos lances em causa. Sim, o Porto foi beneficiado pela arbitragem, finalmente. Nunca saberemos se, a ser(em) assinalados, teriam implicado diferente distribuição dos pontos em disputa - mas fica a dúvida razoável.


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Onze jogos, dez vitórias e um empate - que também deveria ter acabado com os três pontos do nosso lado, tal a superioridade exibida em casa do também candidato Sporting. Um registo ao nível dos melhores da nossa história e que ninguém sabe ainda até onde pode chegar.

Chega, por agora, para nos garantir a liderança isolada do campeonato, cumprido que está sensivelmente um terço da prova e chegados a mais uma pausa para outras coisas. A que distância dos da segunda circular, cabe-lhes dizer de suas justiças (apenas das suas e de mais ninguém, espero).

A propósito, que fique registado para a posteridade a conjugação có(s)mica de factores a que num dos tweets mais populares de sempre do DPcA apelidei de "A mãe de todas as coincidências":



Para os menos dotados que me responderam ao tweet de forma absurda, aqui fica a desnecessária explicação da ideia: já se sabia que, perante a obrigação dos clubes cederem os jogadores às equipas nacionais na segunda feira, os jogos de Sporting e Benfica teriam sempre de se realizar domingo e com prejuízo de Braga e Vitória, que disputaram a Liga Europa somente na quinta passada. 

O que está em causa é o Porto não ter podido jogar também no domingo, beneficiando assim de um descanso mais aproximado ao dos outros dois candidatos. Percebido agora, amiguinhos? Vá, bora lá continuar a ver o Clube Amigos Disney e a imaginar como será a Ana Malhoa quando for grande...



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

D'O Espírito das Antas


Há noites em que realmente vale a pena sair de casa. Especialmente quando as expectativas não são as mais elevadas (sim, sempre elas a comandar o mundo) e mesmo assim, algo especial acontece.


Catarina Morais / Kapta +

E se houve algo especial, como poderia escrever da forma habitual, formatada para jogos em que só acontecem coisas normais?

Poderia discorrer sobre uma táctica teimosa e comprovadamente inapropriada, poderia agradecer à providência divina (*wink wink*) a lesão de Marega para a respectiva correcção forçada e nem assim a mais indicada, poderia até servir-me da estatística para minorar a nossa vitória frente ao RB Leipzig.

Mas não, hoje não.

Hoje vou-me limitar a descrever o que senti, algures na segunda parte, entre o empate sofrido e um pouco para lá do 2-1. Porque, eventualmente soando a pouco, a mim disse-me muito. E fez-me recuar a um passado já algo distante e, na grande maioria das memórias, difuso.

Hoje, esta equipa de Sérgio Conceição fez-me reviver uma das muitas noites nas Antas, de glória e superação, precursoras do estatuto que hoje, orgulhosamente, ostentamos. 

Falo daquelas noites europeias caseiras, na minha lembrança tipicamente chuvosas e frias, onde, contra as probabilidades e o clima, um grupo de onze guerreiros (mais dois, se entrassem) fazia das suas e nossas tripas coração, sangue, suor e lágrimas, fórmula secreta da poção que os fazia tombar outros reconhecidamente melhores do que eles.

Sim, é da essência do ser Portista de que vos falo. Do que nos moldou e nos fez aqui chegar a bicampeões europeus e mundiais (sim, mundiais). Aquela fome insuperável de vencer e de, a cada novo jogo, dar mais Porto a Portugal, de sair da nossa pequenez geográfica cavalgando a nossa grandeza de carácter.

Hoje, voltei a sentir algo parecido. E o orgulho Portista a transbordar dos alicerces do meu ser.

Uma equipa que me faz sentir assim, tem de ter qualquer coisa de especial. Tentarei lembrar-me desta noite europeia, sempre que alguma coisa nos correr menos bem. Porque de equipas destas não se pode desistir nunca. Sei que nos vai fazer felizes a todos, muito felizes.

Parabéns, rapazes. E obrigado.



Notas DPcA 


Dia de jogo: 13/09/2017, 19h45, Estádio do Dragão, FC Porto - Besiktas JK (1-3)


José Sá (7): Sempre atento, teve o seu ponto alto (e talvez decisivo) ao defender com categoria um livre para o qual dispensou barreira...

Ricardo (7): Foi co-responsável no golo sofrido (parte menor da culpa), mas quase tudo o resto foi de elevada eficácia e qualidade. Cresce a olhos vistos.

Alex Telles (8): Com o seu corpo franzino a dar saliência à cabeça (e corte de cabelo), fez-me lembrar um dos heróis da série Dragon Ball: veloz e ultra-combativo durante os noventa minutos, com tempo ainda para ajudar a decidir, assistindo Danilo para o segundo das nossas contas.

Marcano (8): Impecável. Outra vez e perante adversários bem mais complicados.

Felipe (6): Ficou ligado ao golo sofrido pela quebra momentânea de concentração, mas a exibição é claramente positiva, sendo pedra basilar da muralha d'aço que deteve este habilidoso "exército" alemão.

Danilo (7): Começou hesitante, um pouco à imagem da equipa e do plano do treinador, mas conseguiu encontrar o seu papel no jogo e não mais abdicou dele. Excepto quando foi lá à frente marcar o seu primeiro golo na Champions. Não poderia ter escolhido melhor momento para o fazer, digo eu.

Herrera (8): Sim, sim, mesmo com as habituais patacoadas pelo meio (em menor quantidade, é certo), conseguiu fazer um belo de um jogo, coroado com o golo inaugural, pleno do crer e do querer que tão bem o definem nos dias bons. Enfim...

< 72' Corona (7): Demorou a aparecer em termos ofensivos, mas fê-lo em grande estilo, só se rendendo a um impedimento físico. Mas já antes, andava pelo campo muito concentrado a fechar as portas de entrada do lateral opositor. Muito bem, porque muito útil em todos os momentos do jogo.

< 89' Brahimi (7): Hoje não conseguiu sobressair como noutros jogos, mas nem por isso deixou de ser importante, fosse a atrair alemães que nem mel a moscas, fosse a contribuir com a sua quota-parte defensiva. 


Aboubakar (7): Não marcou, mas fez uma belíssima assistência para Maxi galgar terreno e finalizar. Tudo o resto, foi uma missão de luta, muitas vezes inglória mas sempre persistente.

< 13' Marega (-): O jogo ainda estava à procura da música com que seria tocado quando o azar bateu à porta. Aparentemente, por várias semanas. Rápidas melhoras, Mousso.

> 13' André André (6): Outra vez o primeiro a ser chamado a partir do banco, mas desta feita quase a tempo de jogar o jogo inteiro. Entrou dessincronizado do jogo, o que se compreende pelo inesperado da situação e dos próprios ajustes que a equipa sofreu. Mais para a frente, em particular no segundo tempo, conseguiu mostrar alguns atributos que justificam a sua presença no plantel, ao assumir sem mais receios ter a bola nos pés e com ela ganhar metros e espaços.

> 72' Maxi (7): Foi chamado para um inusitado papel de médio direito, embora se tenha comportado muitas vezes como o quinto elemento da defesa, ficando na extrema-direita de Ricardo. O que é certo é que tinha missão bem definida e cumpriu-a a preceito, excedendo-se até ao fazer o golo de ouro (porque selou a conquista dos três pontos e nos deixou em vantagem no confronto directo).

> 89' Reyes (-): Cinco minutos em jogo para ajudar a conservar a preciosa vantagem e assistir "ao vivo" ao golo da tranquilidade.

Sérgio Conceição (8): Penso que escolheu a estratégia errada para o jogo, penso também que teve "sorte" com a lesão de Marega e nem assim escolheu o melhor substituto, mas... quem consegue pôr um grupo de homens a lutar desta maneira por uma causa - que, por sinal, é a minha - tem de ter o meu voto de confiança, pense eu o que pensar. Bem na opção Maxi, em particular na decisão de não mexer na defesa, mantendo Ricardo como o defesa de raiz. Simbolicamente, pelo que conseguiu que a equipa (nos) desse, é o meu eleito para melhor em campo.

Pareceu-me que na entrevista pós-jogo quis dar uma stickada no treinador adversário, quando se referiu a uma das substituições que o alemão fez. Podendo até ser justa (em vários sentidos), era desnecessária e não lhe fica muito bem. É pelas decisões que toma durante os noventa minutos que se deve afirmar e nestes noventa, fê-lo de forma indiscutível. Se foi só impressão minha, peço desculpa pelo juízo errado.



Outros Intervenientes:



Hoje, mais do que a imagem de boa equipa com que fiquei no primeiro jogo, saí do estádio rendido ao inacreditável talento de Naby Keita. Se Forsberg é um grande jogador de televisão, porque aparece normalmente em zonas de decisão, este pequeno grande guineense só se aprecia na sua plenitude em pleno estádio, perante a possibilidade de o ver sem interrupções. E que grande jogador que promete ser: técnica, velocidade, capacidade física e visão de jogo. Bem fez o Liverpool em comprar o seu passe; se assegurar um grande GR e mantiver o grosso do plantel (pois, Coutinho, já sei), será real candidato a vencer a Premier League da próxima época.


Sobre a arbitragem de Ovidiu Hategan, o mais simpático que consigo dizer é que ilustra bem a definição de anti-caseiro, mesmo sem nenhuma decisão crítica errada. Por outras palavras, não foi por ele que os de Leipzig saíram derrotados do Dragão.




Segue-se a recepção ao Belenenses, jogo fundamental para consolidar a liderança no campeonato, antes de nova (e absurda) paragem para Seleções e taça. Com pouco descanso e provavelmente sem Marega nem Corona (mais possível o mexicano, hopefully).

Aproveito para informar que, por motivo de força maior, não haverá Onde Está a Bola? para este jogo, estando no entanto previsto que a normalidade seja retomada já no jogo seguinte.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



domingo, 29 de outubro de 2017

Bom Fim na Boavista


Jogo complicado no tabuleiro do Bessa, casa dos estimados vizinhos que tanto nos odeiam. O que é uma pena, porque eu gosto do Boavista. Mas adiante.

Catarina Morais / Kapta +

Complicado como habitualmente, pela tal rivalidade, que do lado boavisteiro chega a roçar o doentio, tal a vontade de nos derrubar por todo e qualquer meio disponível - normalmente, à porrada. Mas desnecessariamente complicado por uma estratégia de Sérgio Conceição que nos deixou absolutamente perdidos no meio do terreno, incapazes de ganhar segundas bolas e de ganhar espaços para construir jogo.

Não é preciso muito ciência, qualquer Simão desta vida percebe que perante um meio-campo destes, "basta" pressionar alto na nossa saída de jogo e com isso obrigar a bola a ser batida para a frente, onde dificilmente teremos capacidade para a ganhar nos duelos aéreos e ressaltos. 

Corona e Brahimi estiveram até muito empenhados, mas nenhum tem perfil para as batalhas físicas do meio-campo (note-se que Corona até ganhou algumas bolas de cabeça!), onde a teia axadrezada envolveu por completo Danilo e Jar Jar Herrera.

Sérgio ou não percebeu, ou não quis "dar o braço a torcer" ou - mais provável - manteve-se convicto de que aquele onze seria o melhor caminho para chegar à vitória. No final, provou-se ter razão, mas... porque quase tudo nos correu de feição. Quase, porque Hugo Miguel também conta. Lá iremos.

Após uma primeira parte absolutamente horrível, sem capacidade para criar um lance de perigo e ainda assim exposto às investidas do Boavista, houve claramente mudanças comportamentais, com certeza derivadas das rectificações do treinador ao intervalo. O onze manteve-se, mas a forma de jogar pareceu alterar-se um pouco, com Brahimi (e também Corona, mas menos) a procurar mais o meio para ter bola e libertar espaço na sua ala.

E digo "pareceu" porque o golo chegou apenas cinco minutos após o recomeço, evento que marcou e alterou os acontecimentos em definitivo. O Boavista viu-se obrigado a procurar activamente o golo do empate e nós tivemos um pouco mais de espaço (e tempo) para assentar ideias. Tendo sobrevivido a um par de boas ocasiões do adversário, a equipa foi finalmente recompensada com a entrada do tal terceiro médio - André André - e ganhou quase de imediato o controlo das operações.

Em rigor, só após o segundo golo é que esse controlo se tornou efectivo, dada a margem de segurança que acrescentou ao marcador. O terceiro já foi um corolário desse nosso domínio tardio, aliado ou até incentivado pela valente cagada do excelso treinador adversário. Uma jóia dum moço.

No final, um resultado gordo e saboroso, que não contando a história do jogo, acrescenta alento e confiança a uma equipa já de si bem moralizada (nesta competição). Quarta-feira, a história será outra.




Notas DPcA 


Dia de jogo: 28/10/2017, 20h30, Estádio de Bessa XXI, Boavista FC - FC Porto (0-3)


José Sá (6): Uma defesa importante, daquelas que, quando várias e consecutivas, podem justificar uma titularidade. Menos positivo, as (não) saídas aos cruzamentos. Aguentou-se e sem sofrer golos.

Ricardo (7): Bom jogo, do primeiro ao último minuto. Teve sempre adversários chatinhos (porque rápidos) pela frente, mas nunca se deixou alarmar por isso. E quando chegou a hora, foi à frente fazer o seu papel.

Alex Telles (6): Aguentou-se durante a tempestade e navegou a onda azul quando ela chegou. Mas tranquilamente, quase sem se dar por ele. Continua é sem inspiração nas bolas paradas.

Marcano (7): Impecável. Just.

Felipe (5): Longe de impecável. Muito desconcentrado na primeira parte, teve alguns erros de palmatória, felizmente sem danos maiores. Além disso, abusou do físico sem necessidade. Nada como os sem-vergonha querem pintar, mas, em todo o caso, desnecessário e perigoso. Precisa mesmo de acalmar e de se focar apenas no jogo.

< 90' Danilo (6): Francamente mal na primeira parte, tanto no posicionamento como com a bola, não conseguindo sobreviver à "traição" táctica do treinador. Após o primeiro golo, encontrou-se (tal como a equipa), mas não a ponto de conseguir controlar o adversário. Isso só mais tarde, quando devidamente ajudado por mais um médio. A última meia hora foi de bom nível, sem nunca chegar a brilhar.

Herrera (6): Vou-me abster de comentar a sua primeira parte, dizendo apenas que nem tudo foi culpa dele. No segundo tempo, regressou determinado a manter o registo, chegando ao ponto de, com o seu fulminante sentido posicional, transformar situações de superioridade numérica defensiva em inferioridade... sim, não estou a gozar, aconteceu mesmo. Mas, enfim, é de Herrera que se está a falar, pelo que também se sabe que no meio de tanto disparate, pode sempre surgir um raio de luz. E surgiu, mais do que um até. Um deles, foi chamuscado quando se aproximava do paraíso, naquela jogada individual onde não passou nem conseguiu finalizar. Noutra, foi mestre, fazendo a assistência que se exigia (mesmo, porque a linha de passe era óbvia). Num lance, quase faz autogolo de cabeça; uns minutos volvidos, tem um corte providencial aos pés do isolado Mateus... Tudo somado e against all odds, deu mais frutos o que fez bem do que árvores podres que fez mal. Lucky us.

< 71' Corona (7): Escapou por pouco à tentativa de assassinato desportivo, pelo que só isso já seria uma evolução face ao ano passado. Recompôs-se e "prometeu vingança", passando a desequilibrar os duros rins adversários com mais assiduidade. Foi o primeiro a sair, o que se percebe pelo desgaste e por aquilo que a equipa precisava, mas não saiu por estar a jogar mal. Naquela fase do bate até que fura, foi uma das peças importantes.


Catarina Morais / Kapta +

Melhor em Campo Brahimi
 (8): Quase só se viu na segunda parte, porque antes não havia bola para os meninos de azul. E quando havia, era logo ceifadela ou agarrão. Foi fundamental para o desbloqueio do marcador e acabou ele próprio a marcar, finalmente, o tão desejado golo. A pequena mácula na exibição é a de sempre, continuar agarrado à bola depois de já ter feito o mais difícil e quando bastaria tocar para um companheiro finalizar. Enfim, lá chegará... ou não.

< 86' Aboubakar (7): Desta vez, marcou logo à primeira oportunidade, mas convenhamos que quase não tinha como falhar (alô? quem? Paulinho César? ah...). Antes e depois, foi sempre um mouro de trabalho, abnegado e solidário. Gostei muito de o ver assim.

Marega (6): Muito tempo perdido pelo jogo, sem bola nem "cheiro" dela sequer. Nessa fase, quase se limitou a cumprir o papel defensivo que lhe estava atribuído. "Apareceu" após o regresso do balneário e a partir daí foi sempre em crescendo até ao seu golo de "futsal". Mais um para a sua contabilidade pessoal...

> 74' André André (7): Contra as expectativas criadas pelos primeiros momentos em campo, agarrou no meio-campo e pisou-o com os seus minúsculos pezinhos de fada, o que chegou para os desgastados caceteiros do xadrez.  Esteve directamente envolvido nos dois últimos golos e com isso ajudou a sentenciar o encontro. Pouco importa se coincidiu com o hara-kiri de azei.. Simão, simplesmente fez o que lhe competia e com distinção.

> 86' Maxi (-): Entrou para ajudar o cronómetro a passar. Sem tempo útil de jogo para ser avaliado.

> 90' Reyes (-): idem 

Sérgio Conceição (6): Pode parecer injusta a nota após três secos espetados no Bessa, mas o jogo que eu vi (e com que sofri) deu-me o receio de que o desfecho pudesse ser bem diferente. Já o escrevi acima, acho que foi um erro estratégico lançar Brahimi e Corona de início e deixar o miolo com apenas dois homens de raiz. E tenho toda uma primeira parte para me dar razão. Compreendo que, ao optar por aquela via, Sérgio se tenha tornado "refém" dela, porque mexer (substituindo) um médio por um ala antes de estar a vencer, daria a ideia de estar satisfeito com o empate. Correu-nos bem, porque marcamos logo no recomeço e conseguimos não sofrer. As substituições foram as adequadas (dado o banco), mas a que realmente interferiu com o jogo foi a primeira, em minha opinião decisiva para garantir os três pontos e pecando apenas por tardia.



Outros Intervenientes:



Fraquinha, esta equipa do Boavista. Todos com grande vocação para lenhadores, mas com pouco futebol colectivo nos pés. Ainda assim, souberam explorar bem a nossa táctica e por várias vezes estiveram perto de marcar. Individualmente, chamou-me a atenção o desconcertante e desconhecido Yusupha Njie, bem como o suspeito do costume Renato Santos.


Da arbitragem de Hugo Miguel e sua trupe, digo que esteve razoável a nível técnico e um pequeno desastre no plano disciplinar. Mais do que complacente, foi conivente com o jogo violento de que vários adversários usaram e abusaram. O clímax da coisa foi mais uma vez atingido num lance com Corona, onde o vermelho se ficou pelas lindas camisolas e pelos seus pequenos corações de papoulas. Vá lá que pelo menos no FB, o bom do Hugo não deixa passar nenhuma boca mais agressiva...



E já lá vão nove vitórias e um (injusto) empate. Com este registo, Sérgio iguala alguns monstros sagrados da nossa história. Essa é que é essa, pense eu o que pensar: e que bem que eu vivo com isto!

Quarta-feira temos Champions no Dragão, jogo fundamental e eventualmente esclarecedor quanto ao nosso futuro na prova. Bilhetes aqui (acaba já amanhã).


Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco