Do Porto com Amor

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Recital em Desperdício Menor


Pronto, está feito. Encerrámos o ciclo pré-Juventus com total aproveitamento. Cinco jogos na segunda volta, cinco vitórias e mais 15 pontos. Exactamente o que era preciso para manter bem vivas as aspirações de festejar nos Aliados em Maio.



O último destes cinco jogos, este contra o CD Tondela, prometia ser o mais acessível de todos, mas a verdade é que o resultado final avolumado não diz das dificuldades por que passamos até ao momento do jogo - a expulsão de Osorio. Para lá da polémica e do marcador gordo, sobram as inúmeras oportunidades esbanjadas e um jogo bem agradável de se ver. Uma espécie de recital em desperdício menor.

Mesmo não desconsiderando a importância do penalti e consequente primeiro golo, que desbloqueou o marcador e nunca permitiria ao Tondela jogar com a mesma tranquilidade que o precedeu, o lance da expulsão foi mesmo o mais determinante, porque desequilibrou (ainda mais) as forças em combate.

Note-se que até começamos bem o jogo, com Soares a desferir uma cabeçada com selo de golo logo a abrir. E entretanto, mais algumas boas situações não aproveitadas. Onde houve surpresa foi na fragilidade defensiva da equipa, que durante vários minutos revelou muita dificuldade para acertar as marcações aos avançados contrários. A exemplificar essas dificuldades, a contagem de cartões após trinta minutos de jogo: 3 para o Porto e 1 para o Tondela. Ocasiões de verdadeiro perigo, não me lembro de nenhuma, o que explica a seca que Iker apanhou durante noventa minutos. 

A segunda parte teve pouca história, mas o jogo não deixou de ser interessante, sobretudo até ao terceiro golo. De forma algo surpreendente, apanhámos o Tondela várias vezes em contra-pé, partindo para rápidos (contra-)ataques, onde o desperdício foi quem mais ordenou.

Algumas perdidas realmente espetaculares, que se agradece o favor de não se repetirem, em especial contra o próximo adversário. Ainda assim, suficiente para ganhar tranquilamente por quatro. Missão cumprida, uma vez mais. Siga.


Celebração do 1-0

Notas DPcA 

Dia de jogo: 17/02/2017, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - CD Tondela (4-0). 


Casillas (6): Defendeu um remate acessível e saiu a soco num livre, de resto foi o trigésimo quinto milésimo ducentésimo décimo primeiro espectador (ufa).

< 69' Maxi (6): Está claramente em fase ascendente, o que significa que consegue disfarçar melhor o peso da "experiência". Um jogo certinho, muito aceitável, mas não mais do que isso.

Alex Telles (6): Menos "expressivo" do que vem sendo habitual, aliás uns bons furos abaixo na primeira parte, sugerindo alguma falta de concentração. Melhorou na segunda, mas não ao ponto de me fazer compreender como possa ter sido eleito MVP pelo público do Dragão.

Marcano (6): Tal como Felipe, andou um bom bocado aos papéis na fase embrionária da partida, o que por pouco não nos custou um dissabor (ou mais). Não apenas por sua culpa, a falha é claramente organizacional, mas também "participou". Recompôs-se, mais do que a tempo para justificar nota positiva.

Felipe (6): Pareceu perdido a determinada altura do jogo, tal a velocidade e trocas posicionais dos avançados adversários. Só com o intervalo já à vista é que a defesa estabilizou, mas o amarelo que o impedirá de jogar no Bessa já ninguém poderia anular. Segunda parte tranquila, fruto da inferioridade numérica do Tondela.

Rúben Neves (7): Creio que foi por ele que a equipa começou a defender tão mal, não porque não estivesse lá a dar o seu melhor, mas porque ocupou a vaga do (por agora) insubstituível Danilo, cujo magnetismo é o elo mais forte da nossa segurança defensiva. Nem no passe esteve particularmente bem nessa primeira meia hora, mas a hora que lhe seguiu foi de bom nível, em especial considerando a sua falta de ritmo. A cereja foi o seu golaço, daqueles que dá sempre vontade de continuar a rever.

André André (6): Na fase pior da equipa, pareceu sempre lento, pouco intenso e desligado dos movimentos colectivos (ou a desligá-los ele próprio). Subiu, "encontrou-se" e fez uma boa segunda parte, daquelas que justificaram a sua contratação ao Guimarães. Destaco alguns passes a rasgar, coisa que se lhe tem sido pouco vista esta época.

< 64' Otávio (6): Foi bom testemunhar o seu regresso à titularidade, ainda por cima confirmando que está a caminho de recuperar a sua boa forma. Não chegou ainda, nota-se bem, mas para lá caminha. Em boa hora. Teve duas oportunidades na cara do redes (uma em cada parte) que não conseguiu aproveitar, com destaque para a segunda, onde era mesmo "só" encostar com doçura.


A alegria do papá Rúben a contagiar os adeptos

Corona (7): Sempre muito irrequieto e com vontade de partir para cima dos adversários, o que tende a garantir alguma concentração de "olhares" sobre si, libertando outras zonas do relvado. Nem sempre foi feliz nas iniciativas, mas contribuiu para várias jogadas que mereciam ter terminado no fundo da baliza tondelense, com destaque para aquela onde, isolado, preferiu passar a AS, só que a bola saiu um pouco forte demais.

< 64' Melhor em Campo Soares (8): Isto começa a ser um caso sério. Terceiro jogo, terceira distinção de MeC. Juízos à parte, foi protagonista principal nos lances do penalti e da expulsão, para lá de ter marcado um belo golo. E de ter moído a paciência à defesa do Tondela, sendo o primeiro a criar sensação de golo, logo ao minuto 3. Sem dúvida, o jogador mais influente para o desfecho final - pela positiva, obviamente. A única mancha no cv foi aquela perdida incrível frente ao redes, ainda por cima com AS a seu lado completamente só.

André Silva (8): Talvez o seu primeiro penalti marcado de forma irrepreensível, com toda a calma e colocação. Até então, andou a fazer o seu meritório trabalho de desgaste do adversário, e depois disso continuou a fazê-lo. Teve ainda tempo para falhar um golo (quase) fácil e para assistir Jota para o quarto. Em resumo, fez tudo o que se pede a um avançado.

> 64' Diogo Jota (7): Entrou com ganas, ligado à corrente, e deu mais poder de fogo à nossa já evidente superioridade. Para mim, é sempre agradável encontrar motivação em quem entra, mesmo quando o jogo já está resolvido. Talvez por isso tenha sido recompensado com a honra de fazer o último da noite. Dois jogos a partir do banco, dois golos. Que bom.

> 64' Óliver (6): Surpreendeu-me a sua não-titularidade pela segunda vez consecutiva, mas entrou para o jogo como se nada fosse. Aplicado e com vontade de mostrar valor, ainda que nem sempre com sucesso, ajudou a equipa a manter a pressão alta.

> 69' Layún (6): Um regresso que muitos esperavam ter acontecido logo no onze inicial, ajudou a limpar-lhe a última má impressão que deixou com o Rio Ave. Sem ritmo, como seria de esperar, mas com vontade de o recuperar.

NES (7): Voltou a optar por uma dupla de médios, desta vez sem Danilo, e manteve os dois avançados e dois "extremos", sendo Otávio um falso, porque joga quase sempre por dentro. Contra este adversário, pareceu-me bem no papel. Na práctica, a equipa ressentiu-se da falta de homens no meio - ou da falta de Danilo - e demorou a conseguir o controlo do jogo, que só aconteceu com o penalti e expulsão. Tivesse sido concretizada uma das oportunidades madrugadoras e talvez o problema não se colocasse desta forma, mas o jogo foi o que foi. A equipa acabou por cumprir e passar o teste com distinção, pelo que o treinador deve ser reconhecido pelo feito. Bem Nuno, para variar.



Outros Intervenientes:


Bom jogo do Tondela até ficar reduzido a dez, ao ponto de nos ter causado alguns calafrios com o marcador ainda imaculado. Não vou disparar sobre Pepa, porque compreendo a sua frustração, pela forma como o jogo mudou irreparavelmente em quatro minutos. Sim, que é lampião e noutro contexto semelhante não se surrealizou, mas enfim, cada um é o que é. Montou bem a equipa para dar luta no Dragão, com destaque para as exibições da motinha Jhon Murillo, o irrequieto Miguel Cardoso e o inspirado Cláudio Ramos.




Quanto a Luís Ferreira e sus muchachos, jogo difícil de avaliar. Ao vivo, fiquei com a impressão que no lance do penalti, a falta tinha sido de Soares e que o segundo amarelo tinha sido bem mostrado. 

Após rever uma série de vezes na televisão, quase que inverti a minha opinião: há de facto um agarrão claro do defesa à camisola de Soares, a preceder o seu próprio; de nada importa argumentar que esse agarrão não lhe provocou a queda, porque a falta acontece antes - bem assinalado, portanto.

Sobre o lance da falta que leva ao segundo amarelo, não consigo dizer com certeza se sim ou não, mas inclino-me para que o defesa já estivesse na posição, "parado", antes do contacto com Soares, e nesse contexto, a falta terá sido mal marcada - tal como o cartão. Mas não consigo garantir que foi mesmo assim, mesmo após uma dezena de revisões do lance. O árbitro só viu uma vez e decidiu na hora. Possivelmente mal, com prejuízo para o Tondela.


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Já a seguir, o muito aguardado primeiro embate contra a Juve, a contar para os oitavos de final da Champions. Um jogo onde só a transcendência nos pode deixar em condições de discutir o apuramento em Turim. E para que isso aconteça, nada como ter o estádio cheio. Pela minha parte, relembro que ainda podem concorrer para ganhar 2 bilhetes para esse jogo.

Antes disso, já hoje, temos o desafio entre o quarto e segundo classificados do campeonato português. Os meus votos é que se mantenham nessas posições quando o jogo terminar. Mas se assim não for, que não seja pelas reuniões solicitadas com carácter de urgência. 

Bem sei que falta de decoro, de vergonha e de noção de ridículo é uma constante naquelas bandas, mas não imaginem nem por um segundo que somos todos iguais. O "basta!" já foi dito, alto e em bom som (nem foi preciso microfone), e felizmente já se vêem alguns frutos a nascer dessa árvore. 

Relembrando os menos atentos, não nos interessa trazer os benefícios ilícitos e premeditados para o nosso lado, apenas queremos que ninguém deles beneficie - para que os erros dos árbitros voltem a ser aceitáveis, como têm de ser.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Onde Está a Bola? #38 & #39 (e vencedor #37)


Regressam as sessões duplas do Onde Está a Bola? com a oferta de dois bilhetes para os jogos contra Tondela e Juventus. O primeiro a ser disputado já na próxima sexta e o segundo na quarta-feira seguinte, dia 22 de Fevereiro.

Para se habilitar a ganhar os bilhetes, basta que o estimado leitor descubra onde está escondida a bola original em cada uma das imagens abaixo (ou se não está lá de todo). A primeira corresponde à edição #38 (Tondela) e a segunda à #39 (Juventus). Fácil, barato e dá bilhetes a dobrar!


Onde Está a Bola? #38 (Tondela)


Onde Está a Bola? #39 (Juventus)
 

Respostas possíveis #38 (Tondela):

A - Bola Azul
B - Bola Verde 
C - Bola Branca
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Respostas possíveis #39 (Juventus):

A - Bola Azul
B - Bola Castanha
C - Bola Preta 
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a(s) resposta(s) que considera acertada(s) na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (atenção: comentários anónimos já não são permitidos no blogue).

Exemplo: "#38: A - Azul; #39: B - Castanha"

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (com pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo;

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #38 deste passatempo termina às 23h00 de 15 de Fevereiro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 13h00 de dia 16. A edição #39 deste passatempo termina às 23h00 de 20 de Fevereiro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 13h00 de dia 21. 

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio!


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Falta ainda dar conta do vencedor da edição anterior, a #37.


#37 - Sporting

 

Resposta certa: Bola Azul e Branca

 

Vencedora: Ana Maia!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.
 

Depois, os candidatos ao sorteio e respectivo vencedor.



Por último, as imagens enviadas pelo par de felizardos a quem a Ana Maia ofereceu os bilhetes, e que desse modo tiveram a oportunidade de assistir a uma emocionante vitória!

  


Agora toca a concorrer, que sobra pouco tempo para o concurso #38, jogo fundamental para manter a pressão alta sobre os da frente. E depois, Champions! Duas grandes assistências é o que se pede e precisa!



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CTF - Castelo Conquistado


Mais um prémio de montanha conquistado, mais uma etapa cumprida com total sucesso. Bem posso continuar a discordar das opções de Nuno Espírito Santo, desde que o Porto continue a ganhar.




Outro onze que não indiciava nada de bom. Desta vez, até o recém-contratado Óliver foi para o banco, para que a dupla infernal André André e Herrera pudesse mostrar todo o seu potencial. Uma espécie de novo Estoril, com essa e outra variante: Brahimi de início, para que Jota não tivesse de ser substituído à meia hora de jogo.

Pasmo com o entusiasmo dos que se orgulham deste Porto ser uma equipa que "não dá nada a ninguém", que exibe uma "defesa de betão", ao nível das "melhores da Europa", como se isso só por si fosse um feito notável.

Uma coisa são os números, e esses nunca permitem ser desmentidos, embora contemplem variadas interpretações. Temos, de facto, uma das equipas menos batidas dos principais campeonatos europeus. Mas esse feito só tem algum valor se e quando conseguirmos fazer golos, em concreto, pelo menos um a mais do que cada adversário que defrontámos. E temo-lo conseguido, nestes últimos cinco jogos.

Outra coisa é o plano que se tem para cada jogo, e o que se espera que dele resulte. Aí é que eu - um simples adepto, que pouco percebe de futebol - tenho muita dificuldade em acompanhar o brilhantismo táctico e estratégico de NES. 

Se a ideia do treinador passa por garantir, num primeiro momento, a "incapacidade" do adversário para criar lances de perigo, à custa da nossa própria capacidade para o fazer, discordo em absoluto dele. 

Primeiro, porque vejo o futebol como um jogo positivo, em que o propósito deve ser o de marcar e não o de não sofrer golos. Segundo, porque nada garante que, mesmo a tentar controlar o adversário, ele não acabe por marcar num lance qualquer. E nesse momento, estaremos ainda menos preparados para voltar ao jogo e tentar a reviravolta, quer táctica, quer psicologicamente.


Vitória, uma ilha de fervor clubístico no mar dos três grandes

Dirão os defensores de Nuno que, do mesmo modo, também nós "estamos sujeitos" a fazer golo "num lance qualquer", mesmo assim dispostos em campo - verdade, aliás comprovada neste jogo, dada a inatacável eficácia que voltamos a ter na primeira parte. Só que, por princípio, não me parece bem. Prefiro jogar para fazer golos desde o primeiro minuto, fazê-los em quantidade suficiente e então, mais adiante, dar tréguas aos mais desgastados e optar por baixar o ritmo de jogo. Ideias.

A nossa primeira parte foi então... o golo de Soares. O resto, muita bola disputada, muita marcação, mas clara incapacidade para construir lances de perigo (surprise, surprise) de forma sistemática. E sim, o Vitória também não os conseguiu flagrantes, apenas lances de bola parada, em tudo semelhantes aos nossos. Mas, uma vez mais, ficou bem patente a falta de soluções que acossava o portador da bola, desta feita por não haver quem alargasse (com qualidade) o jogo pelas faixas.

A vencer pela margem mínima, esperava que o recomeço trouxesse uma equipa bem acordada desde o primeiro apito. Na realidade, foi uma equipa apática e algo desconcentrada que se viu nos primeiros cinco a dez minutos após o intervalo. Valeu que o Vitória não conseguiu concretizar nenhuma das oportunidades razoáveis que criou nessa altura.

No entanto, ficava claro que sem um segundo golo, os da casa nunca baixariam os braços e os três pontos estariam sempre em risco. Foi então que se fez sentir a (boa) presença do treinador no banco, quando acrescentou um ala (o único, eu diria) ao jogo, por troca com um dos avançados. Foi o suficiente para reter mais adversários atrás, em especial no corredor de Corona. Mesmo sem brilhar muito, foi suficiente para impor respeito - que é muito lindo, como se sabe. Depois refrescou, saindo Brahimi e entrando Jota, que por felicidade, acabou por ser decisivo. Logo após a entrada de Óliver, que vinha com a clara missão de por água na fervura vimaranense.

Com o segundo golo, o jogo ficou fechado. Os últimos 10 minutos foram apenas para cumprir calendário. Boa e fundamental vitória no Castelo, com dedo do treinador. Viva ele.

Os festejos do segundo golo




Notas DPcA 

Dia de jogo: 10/02/2017, 20h30, Estádio D. Afonso Henriques, Vitória SC - FC Porto (0-2)


Casillas (6): Jogo bem mais calmo do que seria esperado, com uma defesa monstruosa num lance já invalidado.

Maxi (6): Voltou a ter liberdade (e talvez pernas) para se aventurar flanco acima e disso resultou uma boa exibição, a fazer lembrar o melhor Maxi que ataca e defende. Por agora, apenas lembrar, mas quem sabe...

Telles (8): Segundo jogo com oposição difícil pela frente, a limitar-lhe a investidas ofensivas, mas nem por isso deixou de as fazer, quase sempre com critério acertado, com destaque para a assistência para Jota.

Marcano (7): Aqueles passes despropositados, directos para o avançado perder a bola, são o ponto mais baixo de uma exibição defensiva de qualidade. Globalmente muito positivo, claro.

Felipe (7): Ao nível do companheiro, sem os passes despropositados. Quase marcavam em dueto.

Danilo (7): Outro jogo muito conseguido, nesta forma parece não saber jogar mal. Dominador no seu espaço e normalmente rápido a ele regressar, quando se aventura noutros terrenos. E entrega bem a bola, quase sempre de forma simples. Por pouco não repetiu a assistência contra o Sporting. 

Herrera (6): Primeiro lance, primeiro passe falhado - parece sina. Felizmente muitos dos que se seguiram acabaram melhor, com destaque para as coberturas defensivas, naturalmente. Não deixou de ser Herrera, mas já vi pior, bem pior. Ah, e marcou bem os cantos!

< 83' André André (6): Primeira parte de fraca qualidade, destacando-se apenas pela destruição de jogo. Aqui, isso não chega - nem o "6" se limita a isso. Melhorou com a entrada de Corona e respectiva alteração do esquema, mas soube a pouco. Cumpriu os mínimos no regresso a uma casa que já foi sua.

< 75' Brahimi (7): Não se destacou pela qualidade técnica ou por lances de golo, mas brilhou muito em termos de atitude (quem diria), entregando-se à batalha de corpo e alma, ao ponto de pretender também enfrentar os adeptos locais (soube bem, mas dispensável). Foi importante a fazer o que eu jamais imaginaria que fosse: ser um jogador de e para a equipa.

< 65' André Silva (6): Jogo complicado, pela opção táctica de Nuno e pelo adversário, mas não se escondeu e trabalhou muito, como é seu hábito. Acabou por ficar, de forma feliz, ligado ao primeiro golo - e ainda bem, porque esforçou-se para merecer essa felicidade. Saiu bem, porque o jogo precisava de outra disposição táctica.

Soares marcou mas conteve a alegria

Melhor em Campo Soares (8): Claro que ter aberto o marcador pesou na decisão, mas seria tremenda injustiça não acrescentar o imenso trabalho que deu à defesa contrária e o muito jogo que "inventou" para o nosso lado. Tem muitos pormenores de jogador, desde a recepção ao passe que lhe sucede, e procura jogar simples e com objectividade. Que seja para durar. Segundo jogo, segunda vez homem do jogo. Hum... talvez seja.

> 65' Corona (6): A grande ausência do onze inicial, entrou com vontade mas sem grande inspiração. Teve, ainda assim, alguns lances típicos que nos valeram cantos e livres, no fundo, tempo para respirar e acalmar o ímpeto dos da casa.

> 75' Diogo Jota (7): Entrou desatento (ou mal informado) sobre a marcação, fundamental, que deveria fazer ao lateral adversário, o que permitiu alguns lances de algum perigo. Foi rápido a acertar o passo e acabou por sentenciar o jogo na segunda tentativa de que dispôs na cara de Douglas.

> 83' Óliver (6): Foi a jogo para ajudar a fechar a porta, mas apenas dois minutos volvidos aconteceu o segundo golo, o que permitiu que a equipa se limitasse a gerir até final. Esteve regular.

NES (7): Já fui claro quanto a não ter gostado do plano inicial, mas - talvez pela primeira vez - creio que o treinador leu bem o jogo e mexeu na equipa de acordo! Parece pouco, mas não é. Penso que a troca de AS por Corona foi decisiva para colocar o Vitória em sentido e refrear as suas intenções ofensivas. E depois, acertou com a entrada de Jota. E finalmente, optou bem por Óliver (face a Otávio) para segurar o jogo. Portanto, mau plano inicial (digo eu), bem rectificado e o melhor resultado. Siga...
 
É assim que o Pizzi vê o mundo...


Outros Intervenientes:


A envolvência ofensiva foi o que mais gostei de ver na equipa de Pedro Martins, que até ao segundo golo (a cinco minutos dos noventa) fez pairar a incerteza quanto ao resultado final. Individualmente, gostei de Raphinha na primeira parte e do central Henrique durante todo o jogo.

Pela primeira vez em muitos jogos, não tenho nada a registar sobre a arbitragem. E logo uma liderada por Carlos Xistra, quem diria?... Teve falhas, como têm todos, mas nada que me parecesse relevante para o resultado final. Não revi o jogo na televisão, pelo que admito que me possa ter passado algum erro cabeludo.


Poortooooooooooo! Poortoooooooooo!


Bem resolvidos os dois ossos duros, desta e da jornada anterior, falta agora vencer o Tondela para encerrar este mini-ciclo pré-Juve de forma 100% vitoriosa. Vamos a isso, equipa? Bilhetes já a seguir.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Devaneios de Quarta à Noite


Lembra-se o caro leitor dos protagonistas da Caldeirada de Polvo, cuja "receita" publiquei há algumas semanas? Se não se lembra, clique no link e vá lá ver, por favor.




Já foi? Então veja agora se encontra algum desses filhos da polva nas linhas abaixo.

Nomeações do prestigiado Conselho de Arbitragem para a vigésima-primeira jornada da Liga "do patrociNadOr do SL Benfica":
  • Benfica - Arouca:     Manuel "não me partam mais os talhos" Mota
  • Vitória - FC PortoCarlos Xistra
  • Boavista - Braga:     Bruno Paixão
  • Tondela - Feirense:  Tiago "anti-Porto" Martins

E que jogos teremos na jornada 22?
  • Porto - Tondela
  • Braga - Benfica

Para lá da óbvia tendência das nomeações para os jogos de Porto e Benfica, joga-se pelo seguro nos desafios dos adversários de ambos na jornada seguinte?

Será que o jogo do Bessa vai ser uma terrível batalha campal, com muitos mortos, feridos e especialmente suspensos para o desafio seguinte? E que, pelo meio, se houver alguém do Boavista tapado, se limpe já o registo para poder defrontar-nos na jornada 23?

Será que o Feirense vai ser severamente castigado frente ao Tondela, enquanto os da casa passam pelos pingos da chuva ácida sem se queimar?

Obviamente que não, apenas devaneios de minha parte. Em todo o caso, ficam registados, como prova irrefutável da minha insanidade.


Mas aproveitando a visita aos cantos obscuros da psicanálise, e se, para lá destes jeitosos a apitar, Porto e Braga se vissem privados do apoio dos seus adeptos nessa jornada 22, sendo forçados a jogar à porta fechada a pretexto de petardos e bujardos, ao mesmo tempo que se ignora isto (obrigado JV)?

Ridículo! Absurdo! Internem esse doido e deitem fora a chave!


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Vitória épica no andebol, após estar com sete golos de desvantagem (26-19) aos 48 minutos de jogo. Nos últimos doze, fizemos um parcial de 0-8 (!) e garantimos a trigésima vitória consecutiva, e logo em casa do candidato... Sporting

Muitos, muitos parabéns pela qualidade e pelo espírito draconiano, equipa



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ligas Do Porto com Mística 16/17 - actualização #1


Já se passaram uns bons meses e muitas peripécias futebolísticas desde que se iniciaram estas nossas duas competições, a Champions League Fantasy Football e a Liga Record, ambas sob a chancela Do Porto com Mística, uma parceria entre este vosso blogue e o notável A Mística Azul e Branca




Impõe-se, portanto, uma actualização das classificações, bem como dar conta do que aí vem. É já da "tradição" que Fevereiro e Março sejam dos meses mais intensos e excitantes do futebol europeu, pelo que cada mister terá muito trabalhinho para fazer nos próximos tempos. Vamos às ligas, uma por uma.



Champions League Fantasy Football



(clicar para ampliar)


Segue bem animada a competição! Após a conclusão a fase de grupos, os FCPorto92 de FC Porto estão na frente com 378 pontos, apenas mais dois do que o Ricardense 04 de ricabrantes, e mais sete do que os Alphas do Tiago.

Um pouco mais atrás, mas ainda com todas as hipóteses de sucesso, segue um conjunto vasto de equipas, com os White&Blue de Mr T, os JáCáMora de NRico, os Tudamonte de fracarv e o ornitologoPortista do ornitologo a liderar a perseguição ao trio da frente.

É já na próxima terça feira que regressa a competição, com os dois primeiros jogos dos oitavos de final, cuja primeira mão se repartirá por duas semanas. 

É tempo de olhar para os emparelhamentos dos oitavos, para as movimentações das equipas no mercado de inverno e fazer as indispensáveis transferências (ilimitadas nesta fase).

Relembro que, no final, o grande vencedor receberá uma camisola oficial 16/17 do F.C. Porto!



Liga Record



(clicar para ampliar)


Sendo uma competição bem mais longa, esta liga é ainda mais imprevisível quanto a "adivinhar" quem triunfará no final da época, tanto mais que este ano as equipas parecem apostadas em seguir numa montanha russa de resultados, com altos de forma a sucederem-se a "baixos", num processo sem fim à vista.

Ainda assim, concluída que está a jornada 20 da Liga NOS, há uma dupla que se destaca na frente: a Banda de Cabreiros de jpeg, com 899 pontos, e a domingos9 de garças9, com 898. Uma dezena mais atrás, seguem o FCP Funchal e Queroganhar FC, ambas de portistasoueu, e os underdogs Do Porto com Amor, do vosso LAeB.

O actual top-10 encerra-se com um notável e activo participante do blogue, o senhor Carrela, que aliás não poucas vezes discorda de mim nas análises futebolísticas. Não quero meter veneno, Carrela, mas há mais de trinta pontos de diferença a explicar quem realmente percebe da coisa :-)

Com ainda 14 jornadas por disputar, tudo está absolutamente em aberto, até para aqueles que seguem um pouco mais distantes neste momento. O importante é não desistir, aproveitar as seis transferências permitidas no mercado de inverno e apostar forte jornada após jornada!



Está assim feita a mais do que devida actualização, agora a bola fica do vosso lado. Voltarei com nova actualização após a conclusão dos oitavos da Champions. Até lá!



Lápis Azul e Branco, 

Do Porto com Amor (e Mística