Do Porto com Amor

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Viver para Lutar Outro Dia


Começa ao minuto 95 esta crónica.

GUOOOOOOOOLOOOOOOOOOOOOU!!!

 

Chupa Marafonameugrandebastardodeumasininotransexualeperneta!!

 

GUOOOLOOOU... 

 

They live...to fight another day


Foi assim que o vivi, mais coisa, menos coisa.

Uma linha de vida a adiar a morte anunciada de uma candidatura ao título, resultante de um momento sublime, simples, quase-perfeito, de futebol. Corte impecável, domínio no peito e assistência teleguiada e... um toque para o lado primeiro e bola por cima do #&)"%#"/!%. Estava feito o golo. Finalmente o golo, justíssimo mas indesculpavelmente atrasado. Que não irremediavelmente.

Quando já tudo parecia perdido naquela nulidade que nos tem consumido, Rui Pedro - o outro menino - fez um golo maravilhoso. Necessário. Justo. Inadiável.


Minuto de (não) silêncio pelas vítimas do acidente aéreo que dizimou o Chapecoense


Nos 94 minutos que o precederam houve uma espécie de futebol. One way street desde a expulsão de Artur Jorge, equilibrado até lá. O início do jogo mostrou um Porto consciente da impossibilidade de não ganhar mas (provavelmente à conta dela) receoso de ser surpreendido. 

O Braga nunca deu mostras de querer disputar o jogo de igual para igual, o que se compreende (só é pena que não "pensem" da mesma forma quando vão à Luz). Apostaram sim em bloquear as saídas de bola a partir dos centrais e Danilo, procurando desestabilizar a já de si fraca consistência mental Portista, e encolhendo-se atrás uma vez ultrapassado esse primeiro momento de pressão, sempre à espreita de sair em ataques rápidos. O que chegou a acontecer, mas sem nunca causar real perigo para Casillas.

Pela nossa parte, fomos explorando, com cautelas, por possíveis fragilidades da muralha bracarense. E encontrámos algumas, numa das quais um penalti seguido de expulsão. Estava o jogo finalmente a jeito de embrulhar e levar para casa. Mas... André Silva bateu com pouca confiança e muito denunciado e o nulo no marcador manteve-se. Ó martírio, ó inclemência... lá íamos nós para uma mais do que provável hora de sofrimento. E fomos, resgatados apenas ao nonagésimo quinto.

Desta vez, ao contrário de exibições recentes, o que faltou foi mesmo pontaria. Ou calma. Ou ambas. Foram muitas as possibilidades de marcar antes do abençoado golo, mas sempre desaproveitadas. Até as mais inacreditáveis, como as de AS, Danilo e Maxi na cara do &/$!!/%$ do redes adversário. Parecia feitiço. Parecia que nunca marcaríamos, nem que o jogo durasse até ao dia seguinte. Só que... Rui Pedro! Chupa Marafona!


*Mais do que mil palavras*



Notas DPcA 

Dia de jogo: 3/12/2016, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - SC Braga (1-0). 


Casillas (6): Um mero espectador.

Maxi (7): Grande jogo de entrega e sacrifício, a defender e a atacar. Aliás, quase todos os ataques foram pelo lado direito. À Maxi, sem tirar nem pôr. Só foi pena não ter conseguido desviar para o fundo da baliza.

Layún (5): Fraco regresso à titularidade, quase tudo lhe saiu mal, desde as combinações ofensivas aos lances de bola parada. Vá lá que nem chegou a ser testado defensivamente...

Felipe (7): Bom jogo, recheado de muitas recuperações importantes. Tem que domar um pouco melhor os instintos fernandocoutianos, a bem da sua continuidade em campo.

Marcano (7): Outra exibição consistente, apesar de um pequeno deslize.

Danilo (8): Jogo de enorme qualidade, tirando total partido do seu poderio físico e da sua indomável vontade de vencer. Vê-lo festejar o golo vale quase tudo.

< 75' Óliver (7): Mais uma boa exibição a assegurar transições suaves entre ataque e defesa. Não consegue ainda ter discernimento para finalizar (e teve uma boa oportunidade), mas não duvido de que com o tempo lá regressará. Não sei porque voltou a ser o sacrificado na altura de mudar, mas como desta vez resultou, tenho que aceitar.

< 45' Otávio (5): Atabalhoado e até pouco concentrado, falhou demasiados passes para aquilo que dele se espera. Tarda em recuperar a forma inicial e assim já não pode ser considerado indiscutível no onze. Pode ser que com esta nova lesão regresse ao seu bom passado...

Melhor em Campo Corona (8): Grande jogo de curvas e contra-curvas, muitas deles a desaguarem em avenidas para o golo. O que mais impressionou foi a duração do seu reportório, aparentemente inesgotável. Com a entrada de Djavan, passou a ter mais dificuldades dada a frescura do adversário, mas nem por isso desistiu de tentar semear o pânico na área arsenalista. Claro que Rui Pedro foi mais decisivo, mas para mim Tecatito foi o que mais e melhor jogou.
 

Ups...
 
 André Silva (4): Está na sua pior fase, o que é não só compreensível mas também expectável, dada a tenra idade e experiência a este nível. Ninguém (com dois ou mais neurónios) pode duvidar da sua qualidade, mas só qualidade não chega. É preciso saber tirar partido dela. Precisa realmente de um suplente que lhe dê espaço para falhar, que o possa render com segurança, mas nem Rui Pedro, nem Depoitre podem ser esse suplente. Mercaaadooo!

< 75' Diogo Jota (6): Muito esforço para tão pouco rendimento, até que... domina no peito e assiste de "triciclo", que lance tão maravilhoso e feliz. Sim, valeu sobretudo por isto - mas apenas isto chegaria...

> 45' Brahimi (7): Não foi brilhante, mas substitui com Otávio com "benefícios". Agitador nato, arrasta sempre pelo menos dois defesas, pena que nem sempre tire disso partido, entregando a bola ao companheiro melhor posicionado. Mas foi importante no "esforço de guerra" e contribuiu para que o minuto 95 chegasse a acontecer. Como o brasileiro continua longe da sua forma de início de temporada, mesmo que recupere já lesão, será expectável que Yacine volte a ter outra oportunidade de se reafirmar, antes de abalar para a CAN e quem sabe se para outra vida. 

> 75' Herrera (5): Primeiro passe, primeiro passe falhado. O segundo acertou. O terceiro voltou a falhar. And so on, so on.  

> 75' Rui Pedro (8): Recepção com um toque para não encarar de frente o GR e bola picada por cima deste com a classe e a frieza de um predestinado. Um lance, um golo, uma vida de esforço e dedicação ali concentrada e (por agora) recompensada. Para o clube valeu uma vitória fundamental, mas para ele vale apenas uma oportunidade de se tentar afirmar entre os melhores. É pouco, mas pode ser tudo. Que o saiba aproveitar.

Nuno Espírito Santo (7): Onze inicial quase inalterado, excepto pela (falhada) troca de Telles por Layún, mas compreensível no óptica de gestão de esforço (do brasileiro) e do ânimo (do mexicano). Estando ele próprio e os jogadores sob uma imensa pressão, optou e bem por não alterar muita coisa, apesar do empate no Restelo. Ainda bem, pode ser um sinal de confiança nas suas opções (mas também de falta de alternativas). A "surpresa" maior esteve na ausência de Depoitre dos convocados, o que parece sugerir que já esgotou todas as hipóteses para provar merecer estar neste plantel. A equipa conseguiu resistir ao medo de não ganhar e sobrepôs-se a necessidade de o conseguir. Quanto a substituições, a primeira foi forçada (mas acertada), a segunda (H)errada e a terceira na mouche. Não tinha grandes alternativas, diga-se. Correu bem, para variar. Não me parece que seja agora melhor treinador do que era antes deste jogo, mas pelo menos deve ter um pouco mais de esperança no futuro. Tal como eu...


O êxtase aos 95



Outros Intervenientes:


No meio de tanta angústia e irritação, ambas crescentes à medida que o relógio avançava, consegui reparar várias vezes no Fellaini bracarense, um tal de Xeka (sim, mais valia Fellaini). Boa presença e pormenores. É capaz de vir a valer uns trocos mais adiante, digo eu. De resto, nada de relevante.

Ou melhor, haver há. Mas é uma desgraça de ser humano, um desgraçado trapaceiro, bronco e indigno da profissão, que dá pelo (bonito...) nome de Marafona. Inacreditável a quantidade de minutos que o sacripanta torrou com as suas artimanhas, tão básicas e gastas como eficientes perante a complacência do árbitro. Sempre no chão a gemer, sempre a fazer de conta que não vê a bola mais próxima, sempre a fazer tudo para que não se jogasse. Mas o que é isto? Como é possível que alguém entre em campo para fazer isto ao futebol? Ao pé dele, Jorge Jesus é um Ghandi do fair-play. Mete dó. Pena. Uma pobre figura, em contraste com o bom atleta. Um triste. Já por duas outras vezes fez isto contra nós e lamentavelmente saiu por cima. Neste jogo finalmente teve o que merecia, mesmo ao cair do pano, mesmo quando ela dói mais. Não chega, mas já foi bom.

Por contraste, devo realçar a elegância e a justeza das declarações de José Peseiro após o jogo. Ao menos isso.

Quanto ao árbitro que na época passada nos nocauteou em definitivo na corrida ao título (curiosamente ou por maquiavélica ironia dos senhores da arbitragem, também contra o Braga), não há muito a dizer. Carlos Xistra, além de ser muito mau árbitro, é uma fraca figura. E benfiquista também. Demasiados ingredientes estragados para ser sequer "comestível". O lance de penálti & expulsão é controverso pela ligeireza do contacto, mas em rigor e face ao que vem sendo a "jurisprudência" no nosso futebol, só podia ser apitado desta forma. Eu preferia que não fosse assim, pelo menos em relação à expulsão, mas mais importante do que as minhas preferências é que as regras sejam as mesmas para todos. Houve um lance importante que me deixou dúvidas, o da suposta falta de Jota sobre Baiano antes de desviar a bola para a baliza. As repetições não me ajudaram a esclarecer, pelo que fica a dúvida. De resto, houve xistradas para todos os gostos, com destaque especial para a não-amostragem do segundo amarelo ao sacripanta.



E, de repente, voltamos a entrar na contenda. Ainda para mais com o dérbi da próxima jornada, onde um ou ambos perderão pontos. Agora segue-se o decisivo jogo da Champions (bilhetes aqui) e depois a ida à Feira. Que não voltemos a desperdiçar uma oportunidade deste calibre, porque certamente não teremos muitas mais.




Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor





quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Confortavelmente Entorpecidos


Jogo fraco no Dragão, mais um. NES optou por mudar 9 dos titulares habituais (e seriam 10, não fosse pelo momento infeliz de Boly, a quem endereço respeitosas condolências), decisão com que discordo desde sempre. Mudar sim, mas não tudo. Não todos. Neste jogo em concreto até poderia não ser mau, considerando a absoluta pobreza que têm sido as exibições e os resultados dos tais titulares. Mas eu discordo, ainda assim: 4, no máximo 5 mexidas no onze, para manter alguma coisa do jogo da equipa.




Na prática, não se notou nada. 

O jogo foi em tudo semelhante a outros anteriores. Pouca objectividade, baixa intensidade e alguns períodos de maior fulgor, mesmo se sem causar verdadeiro perigo. Nem com a expulsão de um jogador do CF Os Belenenses ao minuto 41 (sobravam 49, fora os descontos) o jogo mudou a sua cara. O adversário recuou ainda mais, como seria de esperar, e nós continuamos sem saber como chegar à baliza de Ventura.

Tivemos um, duas ou três oportunidades de marcar (conforme o optimismo de cada um), mas voltamos a não conseguir fazê-lo. Mais do mesmo, com outros protagonistas.

Começamos a Taça da Liga com um empate caseiro, o que obriga a atentar ao que fazem os outros dois adversários e a ganhar o jogo seguinte. Também não partilho da opinião dos meus caros consócios que desvalorizam esta competição. Se estamos nela, só pode (deveria) ser para a ganhar. Menos do que isso é que não é ser do Porto.

Uma nota para a hora verdadeiramente vergonhosa para que foi marcado este jogo. Quem do nosso lado anuiu sem contestar (se contestou, ninguém soube) merecia ter o estádio totalmente vazio.

Não vou perder mais tempo com este jogo, que aliás dentro de dois dias passará a viver para sempre no esquecimento. E nas notas, apenas vou individualizar algumas das novidades. 





Notas DPcA 

Dia de jogo: 29/11/2016, 21h15, Estádio do Dragão, FC Porto - CF Os Belenenses (0-0).


Inácio (6): Boa estreia individual na equipa, a demonstrar qualidades para poder ambicionar dar o salto em breve. 

JC Teixeira (6): Entrou bem no jogo (o seu primeiro da temporada...), apesar do momento complicado. Tentou e conseguir agitar as águas, com bons pormenores, mas faltou o desequilíbrio final para ser memorável.

Rui Pedro (6): A terceira estreia da noite e quase acabava em glória já perto do final. A bola foi caprichosamente até ao poste e saiu. Primeiros minutos de muitos num futuro não muito distante, espero.

Nota 7: Brahimi, Marcano
Nota 6: José Sá, Felipe, Adrian
Nota 5: Rúben, Herrera, André André
Nota 4: Varela, Evandro, Depoitre
Nota 3: NES

Sérgio Oliveira, não desesperes rapaz. A culpa não é tua, garanto-te. 


Outros Intervenientes:

Nada a registar no Belenenses, a não ser o facto de não terem tido que suar assim tanto para manter a sua baliza inviolável. Mas isto não tem a ver propriamente com o Belenenses, certo?

Quanto à equipa de arbitragem Nuno Almeida, um dos fervorosos soldadinhos do #colinho, optou por anular o golo de Felipe por suposto fora de jogo. Na repetição parece estar em linha, mas é um lance difícil de avaliar. Nós somos é azarados, porque todas as decisões difíceis acabam por ser decididas em nosso desfavor. Já a expulsão foi justíssima e a surpresa só reside mesmo no facto de o lance ter sido correctamente ajuizado.


 

Estamos outra vez numa situação muito complicada de reverter e, pior do que isso, aparentemente estamos outra vez sem ninguém com capacidade para o fazer. FC Porto, a descobrir novos fundos desde 2013. Se não conseguirmos vencer o Braga já no próximo sábado, temo o descalabro.



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Pela primeira vez em muitos programas, o Prolongamento de ontem teve um Manuel Serrão a assumir o palco. Ontem não teve seguimento a tragicómica peixeirada entre Sporting e Benfica, tudo graças à nossa tragédia actual, que de cómica nada tem.

Entre outras ideias, Manuel Serrão juntou-se finalmente à minha cruzada, só para depois se atirar espectacularmente da pobre pileca ainda antes de chegar à Terra Prometida. 

O bom do Manel insurgiu-se naquele seu estilo gantiano, inchado e inflamado contra as gentes Portistas que teimam em não se apresentar como alternativas à liderança de Pinto da Costa. Não poderia estar mais de acordo, ando a pregá-lo há muitos meses, tendo começado bem antes das eleições sem oposição, onde nem assim se respeitou os sócios com aquele inacreditável processo de voto. Mas adiante.




Este é de facto o maior problema actual do clube. O vazio de alternativas a esta liderança.

Num clube normal (leia-se pouco habituado a vencer tantos anos a fio), os sócios usam o seu direito de voto para avaliar cada mandato presidencial e ou optam por reconduzir os incumbentes se a sua avaliação for positiva, ou optam por dar a oportunidade a outros se o trabalho desenvolvido tiver sido negativo. 

Ora, no FC Porto, desde o início dos anos 80 que os Portistas se entregaram cegamente à liderança de Pinto da Costa, com o estrondoso e ímpar sucesso que todos reconhecemos e agradecemos. O lado perverso (um dos, aliás) deste cheque em branco foi o desaparecimento total de alternativas e consequentemente, de escrutínio dos actos de gestão. Culpa minha, culpa vossa. Mas quem nos poderia verdadeiramente culpar, quando tudo se ganhou, se constituiu uma sociedade anónima desportiva, se construiu um novo estádio e se estabeleceu um domínio quási-absoluto no desporto nacional? Comfortably Numb, todos nós.

Acontece que tudo tem um fim e agora que nos aproximámos do final desta liderança, não há quem se constitua como alternativa, desenvolva um projecto para o clube e o apresente aos sócios. Hoje somos um clube enfraquecido pela falta de massa crítica relevante. É fundamental que os putativos candidatos façam um exame de consciência e rapidamente concluam que o tempo de mostrar que querem e merecem ter a oportunidade de liderar o grande Futebol Clube do Porto é agora. Agora. Já.

Se continuarem escondidos na penumbra, à espera que o edifício acabe por ruir até que não sobre pedra sobre pedra, da minha parte só terão desprezo quando finalmente resolverem aparecer. E eu sei quem vocês são, meus senhores, não se iludam.

Regressando ao bonacheirão do Manel, falemos então do momento em que se apeou. Foi quando inferiu que a falta de quem se apresente como alternativa retira o direito de contestar a todos os Portistas. Errado, caro Manuel. Absolutamente errado

A grande maioria dos adeptos não tem nem nunca terá ambições/condições de liderar ou participar na liderança do clube! São apenas adeptos, sócios, que pagam as quotas, compram os lugares anuais e o merchandising e querem o melhor para o seu querido clube. Precisam, sim, de quem os una e os lidere rumo a um futuro risonho e apenas uma pequeníssima fracção do universo Portista reúne as condições necessárias para o fazer.

Não é por não se apresentarem como candidatos que os Portistas perdem o seu direito à indignação e a apontar os muito erros de quem os lidera: era o que faltava! Não só podem como devem fazê-lo! O problema está precisamente em não o fazerem! A grande maioria dos Portistas mantêm-se ainda hoje silenciosa, alheada e submissa perante a realidade que nos consome. E o que todos nós podemos fazer é precisamente isso: dar eco a esse descontentamento, demonstrar aos interessados que há abertura para ouvir novas propostas - que diabo dragão, há a necessidade urgente de as conhecer! 

Cheguem-se à frente, senhores candidatos. É tempo.



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Não posso deixar de registar com sentido pesar a tragédia (esta sim, absoluta) que se abateu sobre o Chapecoense, após a queda do avião em que a sua comitiva se deslocava rumo à Colômbia, para jogar a final da Copa Sul-Americana. Sem o espalhafato ou pedantismo de outros, apenas pretendo deixar um abraço solidário a quem perdeu familiares e amigos neste acidente. Em silêncio.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




domingo, 27 de novembro de 2016

Os Pais do Tetra


Parece que hoje houve uma treta de um jogo em Belém. Mas apetece-me antes falar do tetra.

 


Sejamos claros e frontais, para amortecer a pancada no final: o Benfica vai ser tetracampeão. Do #colinho, com certeza. Mas ainda assim tetracampeão.

Vou repetir, para carregar um pouco mais na ferida: o Benfica vai ser tetracampeão. Ao #colinho de vários pais:

- de LFV, de vulgar vigarista a auto-proclamado estadista. Algum mérito terá, quanto mais não seja o de saber imitar.

- de Vítor Pereira, o cão-de-fila de Vieira. Lançou os sólidos alicerces da corrupção benfiquista da arbitragem antes de fugir para o Brasil. Como se esperaria de um verme.

- de Pinto da Costa, de melhor presidente de todos os tempos a um presidente derrotado, cansado e impotente. A queda de um semideus que afinal é apenas um homem, mortal e falível como o resto de nós. 

Pode parecer cruel associar o presidente do FC Porto à (mais do que provável) maior conquista nacional do Benfica, mas é apenas justo. Vejamos os factos ou, se preferirem, os seus quatro pecados capitais:

a) Erros consecutivos na escolha do treinador (já vai pelo menos em QUATRO, conforme os resultados comprovam), tarefa que sempre anunciou aos sete ventos ser de sua exclusiva responsabilidade;

b) Consentir o enfraquecimento da estrutura directiva pela ingerência excessiva de entidades externas, em particular pela reaproximação ao filho Alexandre e subsequente permissão (tácita ou expressa) para influenciar e interferir na gestão da SAD;

c) Provavelmente também consequência do ponto anterior, incúria na gestão desportiva (e por arrasto financeira) que se traduziu em plantéis cada vez menos competentes mas mais caros e extensos (incluindo emprestados e dispensados);

d) Incapacidade total e confrangedora em combater e reverter o domínio do Benfica sobre as estruturas do futebol, desde as disciplinares à fundamental e primordial da arbitragem. O descaramento chegou ao ponto a que todos temos assistido esta temporada, após outras três de indiscutível, ilícito e descarado favorecimento dos lampiões.




Temos também uma longa série de tios do tetra, alguns dos quais convém não deixar cair em esquecimento: Adelino Caldeira, Alexandre Pinto da Costa, Antero Henrique, Paulo Fonseca, Lopetegui, Peseiro, Nuno Espírito Santo, Maria José Morgado, Ricardo Costa, Ferreira Nunes e federação e árbitros em geral.

Que se consolem os que vivem na alegria de um ainda inédito penta, pois que ainda lhes sobra mais um ano e tal de exclusividade. Não abram já os olhos, não vão para a rua gritar, porque este presidente fez tudo por nós. Mesmo se hoje tudo esteja a ruir à nossa volta, enquanto o alegre bando dos Super emula a banda do Titanic. Há um vazio que nos envolve.


[ Digo já hoje o que me assola o pensamento para que não restem dúvidas. Não voltarei a falar de Pinto da Costa nem da sua direcção/administração até que chegue o (nosso) final da época, salvo novas "revelações". E em relação a NES, apenas analisarei o seu desempenho e evolução. A contratação foi um erro mas está consumada. E todos sabem o que penso sobre mudanças de treinador a meio da época (e se não sabem, podem ler aqui).]



Sobre o tal jogo em Belém, umas notas rápidas.

A equipa do Porto fez-me lembrar quando jogava futebol de 11 com amigos, ao fim-de-semana. A malta encontrava-se uma hora antes, tomava café, fumava uns cigarros, mandava umas piadas, equipava-se e ia aquecer. Uns minutos (segundos?) antes de começar, relembrava-se as posições de cada um e pronto. Estava feito. Cada um que fizesse o melhor que soubesse. A diferença? Normalmente não nos saíamos mal. E até golos marcávamos. Sem treinador.

Devo, porém, insistir na mesma tecla: os jogadores entregam-se, lutam, tentam, mesmo não sabendo como. Há essa diferença face ao ano passado e ao anterior a esse. O que já não conseguem é sacudir a pressão acumulada de tantos maus resultados consecutivos, a cabeça já não está limpa como seria desejável (e fundamental). O factor de continuidade do problema está no banco, obviamente - pela incapacidade do treinador e pela falta de soluções que (também) daí deriva.



Notas DPcA 

Dia de jogo: 26/11/2016, 18h15, Estádio do Restelo, CF Os Belenenses - FC Porto (0-0)


Nota 7: Casillas
Nota 6: Danilo, Telles, Marcano
Nota 5: Maxi, Felipe, Corona, Otávio 
Nota 4: Óliver, André Silva, Jota, Varela, André André, Depoitre
Nota 3: NES



Outros Intervenientes:


Nem vou perder tempo com a arbitragem de Manuel Oliveira (o tal que foi muito contestado pelo vigarista-mor após o SLB - V. Setúbal), foi apenas mais uma actuação hostil e nem foi das piores. Tudo na boa.

Quero sim saudar o regresso do bom, velho Belém, aquele clube honrado e honesto cuja equipa de futebol dá tudo em campo e que tanto orgulha os seus adeptos. Por momentos ainda temi que pudesse subir ao relvado aquela versão de rameira oferecida que se abre toda mal sente o cheiro a papoila. Só que não, era contra nós que iam jogar. Continuem a depositar flores, meus senhores, só lhes fica bem.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor



 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Onde Está a Bola? #30, #31 & #32


Em estreia absoluta no DPcA, uma edição tripla do passatempo Onde Está a Bola? vai oferecer dois bilhetes para cada um dos três próximos jogos no Dragão. Sempre a pensar em grande.

A saber:

 - Edição #30 - CF Os Belenenses, dia 29/11 às 21h15 (Taça da Liga)

 - Edição #31 - SC Braga, dia 03/12 às 20h30 (Liga)

 - Edição #32 - Leicester City FC, dia 07/12 às 19h45 (Champions)


Deste modo, o estimado leitor terá não uma, não duas, mas três imagens para analisar e concorrer! A primeira correspondente à edição #30 (Belenenses), a segunda à #31 (Braga) e a terceira à #32 (Leicester). É fácil, é barato e dá bilhetes a triplicar!


#30 - Belenenses


#31 - Braga


#32 - Leicester

 
Para se habilitar a ganhar os bilhetes, o estimado leitor apenas terá que observar com atenção as imagens acima e decifrar, em cada uma delas, onde está escondida a verdadeira bola das imagens originais (ou se não está lá de todo).


Respostas possíveis #30 (Belenenses):

A - Bola Azul
B - Bola Castanha
C - Bola Verde
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Respostas possíveis #31 (Braga):

A - Bola Azul
B - Bola Preta
C - Bola Verde
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Respostas possíveis #32 (Leicester):

A - Bola Azul e Branca
B - Bola Laranja
C - Bola Amarela
D - Bola Verde
E - Não há nenhuma bola escondida


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:

1 - Escrever a(s) resposta(s) que considera acertada(s) na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (atenção: comentários anónimos já não são permitidos no blogue).

Exemplo:

" #30: C - Verde
  #31: A - Azul
  #32: B - Laranja
"

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (com pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo;

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis irá investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido. Pode concorrer em simultâneo a ambas as edições ou fazê-lo em separado.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #30 deste passatempo termina às 23h00 de 28 de Novembro e o vencedor será anunciado até às 14h00 de dia 29. A edição #31 termina às 23h00 de 1 de Dezembro e o vencedor será anunciado até às 14h00 de dia 2. A edição #32 termina às 23h00 de 6 de Dezembro e o vencedor será anunciado até às 14h00 de dia 7.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no email que lhe será enviado, haverá novo sorteio entre todos os que tiverem acertado na resposta (e assim sucessivamente até se encontrar um vencedor que reclame o prémio).

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio!


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Falta apenas dar conta dos grandes vencedores das edições #28 e #29. Na primeira foi a Rafaela Fonseca quem ganhou 2 bilhetes para assistir à importante vitória contra o Club Brugge.




Compare agora a foto original com a imagem do passatempo e verifique que a resposta correcta era...


 
 ... a bola Amarela!

Parabéns Rafaela e obrigado pelas fotografias!




Já no passatempo #29 o grande sortudo foi o Rúben Martins, "escolhido" pela sorte de entre 41 participantes que acertaram na resposta correcta...





... a bola Castanha!
 
Parabéns Rúben, agradecido pelas fotos, só foi pena aquele imerecido deslize final contra o Salgueiros...



 

Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Canto da Sereia e o Banco Mau


Algo correu mal no Reino da Dinamarca. Mas nem tudo.


Antes o canto da sereia do que o canto do cisne...


Boa mesmo foi a visita, ainda que fugaz, à capital dinamarquesa. Copenhaga das bicicletas, da simplicidade racional, da arquitectura moldada à escassez de sol, da água e da Pequena Sereia (da personagem do conto de Hans Christian Andersen e da estátua de Edvard Eriksen em sua homenagem e que é o ex-libris dos postais da cidade). E da Carlsberg e da gastronomia, pois claro.

Menos bom foi o jogo contra o FC Kobenhavn no Parken Stadion, um recinto "muito arrumadinho" e racionalizado em conjunto pelas necessidades e arquitectura dinamarquesas, onde coabitam o desporto e o mundo empresarial em aparente harmonia perfeita.

Depois da escorregadela no Dragão na "primeira volta", afigurava-se essencial vencer este jogo. Até para (re)afirmar a diferença de estatuto entre os dois clubes e justificar por que motivo seremos nós e não eles a estar nos oitavos. Seremos? Seremos pois.

Na prática, sucumbimos ao canto da sereia dinamarquesa. Outra vez. Quiçá se adormecidos pela noite escura que já há várias horas se fazia sentir em Copenhaga, voltámos a deitar fora uma parte inteira de um jogo.

Quem apresenta o onze que NES apresentou, não pode jogar para deixar o tempo correr. Não batem certo uma com a outra. Aquele onze é para ganhar o jogo e começar a fazer por isso desde o primeiro apito do árbitro. Qual quê... não é exagero dizer que o nulo ao intervalo nos era lisonjeiro, porque as melhores oportunidades foram do adversário. Valeu Casillas e sus muchachos e um pouco de felicidade. Da nossa parte, muito pouco para contar.


Por cima da bancada superior... escritórios. Nada como ver um joguinho no final de um dia de trabalho, hein?


Na segunda parte, um outro jogo. A acutilância que nos faltou apareceu em razoável quantidade. O apoio lateral que lhes faltou chegou finalmente, dando seguimento e profundidade às nossas investidas. A intensidade para recuperar bolas e rapidamente lançar ataques marcou finalmente presença. Mas por que motivo só chegaram a partir do minuto 46?

Quem não tiver visto o jogo, poderá ser levado a imaginar que NES fez uma ou várias substituições ao intervalo. Pois não fez. E nem podia. Porque neste momento olhámos para o nosso banco e só nos vem à memória a rábula do banco bom e do banco mau. Neste caso, meia rábula: só temos o banco mau

Quando NES opta por este onze, o que jogou de início em Copenhaga, por um lado e deixa de fora Brahimi por outro, a sensação que fica é a de impotência caso seja necessário ir ao banco buscar uma solução para "desamarrar" um jogo. Arranque a fundo logo à partida, a queimar borracha por todo o asfalto, mas depois não leva outro jogo de pneus para trocar a meio da corrida. 

Evidentemente que a culpa aqui não pode ser apenas assacada ao treinador, porque não foi ele quem "fez" o plantel, nem foi ele que contratou Depoitre e depois manteve Adrian (ainda se lembram dele?), mas quanto a Brahimi a coisa afigura-se menos clara. Eu não criticaria se o tivesse excluído em definitivo com uma boa razão, mas assim, passando o argelino de titular para não-convocado e aquecendo "eternidades" para depois ser preterido quando a equipa precisa de marcar, não compreendo. Nuno também tem a sua quota-parte de responsabilidade na falta de soluções do nosso banco actual. Porque Sérgio Oliveira não conta, porque JC Teixeira esfumou-se sem sequer ter aparecido, porque Rúben tem muito menos minutos do que merece, porque Layún não é médio para jogar neste Porto. 

Regressando ao jogo, mais concretamente à sua segunda parte, foi de facto uma pena não termos conseguido fazer pelo menos um golo que nos valesse os três pontos. Trabalhámos para isso e só mesmo algum atabalhoamento e falta de concentração na finalização o impediu. Foi pena, porque nos resolvia a questão do apuramento e nos reposicionava na luta pelo primeiro lugar. Mas vistas bem as coisas, estamos onde merecemos. E passando aos oitavos, que o senhor dos futebóis nos livre de apanhar uma grande equipa.

Desperdiçamos o primeiro match-point para garantir os oitavos e com ele, a possibilidade de vencer o grupo. Não estávamos a isso obrigados (vencer), mas sim a tentar. E decorridas cinco jornadas, fica transparente que não tentámos como devíamos. Jogámos pouco para justificar o apuramento, simplesmente temos a felicidade (para variar, diga-se) de dois dos três adversários serem ainda mais fracos. 

Duas vitórias tangenciais frente ao Brugge e dois empates frente ao Copenhaga só com boa vontade se pode classificar de positivo, já para não falar dos pavorosos 70 minutos da exibição em Leicester. Ainda assim, temos o destino nas mãos. Só nos falta agarrá-lo.


Nyhavn (porto novo), outro dos "postais" de Copenhaga



Notas DPcA 

Dia de jogo: 22/11/2016, 18h15, Telia Parken Stadion, FC Kobenhavn - FC Porto (0-0). 


Casillas (7): Um conjunto de defesas complicadas e essenciais para nos manter invictos na partida, precisamente o que se espera de um grande portero. Menos esperados são aqueles passes sem destinatário conhecido, que devolvem a bola ao adversário mais rápido do que um empresário recebe uma comissão.

Maxi (5): Continua a revelar alguma dificuldade em recuperar o nível exibicional que o distinguiu desde o primeiro jogo que fez pelo Dragão. Apesar da inegável boa vontade, custa-lhe acompanhar as jogadas quando o ritmo aumenta, sejam eles defensivas ou ofensivas.

Alex Telles (8): Mais uma bela exibição deste lateral, fazendo o favor de justificar ao clube o dinheiro que por ele "pagou". Muito envolvido em todas as acções pelo seu flanco e um dos agitadores da nossa equipa.

Felipe (7): Jogo muito sólido perante as torres dinamarquesas, mesmo nos momentos de maior aperto.

Marcano (6): Globalmente bem, mas... com um e outro deslize... vá lá, Ivan, não estragues tudo o que tens vindo a (re)construir com tanto mérito e sacrifício...

Danilo (7): Outra grande exibição, o verdadeiro carro-vassoura do Dragão, aparecendo muitas vezes como a última hipótese de limpar a jogada... e sempre com êxito. Ofensivamente menos exuberante do que noutras ocasiões.

Melhor em Campo Óliver (8): Um jogo pleno, quase absoluto, pelo tanto que fez. Mesmo se algumas vezes com menor clarividência, na esmagadora maioria esteve bem. Recuperou muitas bolas, evitou muitos passes e progressões com bola. E depois, com ela no pé, foi o que melhor tentou servir os companheiros. Jogo francamente bom.


É agora, é agora... ah, não foi...

< 84' Otávio (6): Subiu mais uns degraus rumo à forma do início da época, mas ainda falta para lá chegar. No essencial, ele cumpre. Mas fica a faltar o supérfluo, o inesperado desequilíbrio que ajuda a resolver os jogos.

Diogo Jota (6): O elo mais fraco durante muito tempo, ainda que depois tenha "resolvido" entrar no jogo e dar um ar da sua graça. Não tenho a certeza que seja mais por sua responsabilidade do que da do treinador, mas o que "sobra" é a sua exibição, pálida durante demasiado tempo.

André Silva (6): As análises às suas exibições começam a cair na monotonia e não pelo melhor motivo: tanta entrega e abnegação para depois não colher os proventos... sem o golo, sem a assistência letal, fica sempre a faltar a parte melhor. E então se mais ninguém o fizer na equipa, mais pequena parece a exibição (e quão injusto isso pode ser às vezes).

< 89' Corona (7): Primeira parte modesta, tal como Jota, e a amostragem perfeita do jogo da equipa. Melhorou muito na segunda parte, empurrou a equipa para a área contrária e esteve perto de marcar e de assistir, por várias vezes. Faltou o "danoninho"... e o "Isostar".

> 84' Evandro (5): Entrou para... hã... bom, para dar descanso a Otávio e, acredito, para dar sequência ao nosso assalto final à baliza dinamarquesa. Que aliás deveria ter sido coroado com um golo... mas não foi. Entrou no jogo sem causar sobressalto - se isto é bom ou mau, depende do observador...

> 89' Varela (-): Entrou apenas para render as cãibras de Corona, sem tempo suficiente para ser avaliado.


Nuno Espírito Santo (5): A primeira parte é difícil de aceitar, menos de compreender. Mesmo lançando em campo os "onze melhores", tal não é garantia de sucesso. Porquê? Porque o futebol é um jogo colectivo... e uma boa equipa será sempre superior a onze bons jogadores. 45 minutos de equívocos e hesitações, com pouca posse e mesmo essa quase sempre sem propósito claro e com a defesa muitas vezes baixa. Tendência excessiva de "afunilamento" do jogo sem o indispensável alargamento lateral para quebrar a organização defensiva do Copenhaga. A segunda parte foi diferente para melhor, muito melhor... e eu pergunto, por que motivo demorou 45 minutos a lá chegar? O que mudou ao intervalo? E porque só mudou ao intervalo? E depois, a questão das substituições. Já descontado o tal dilema do banco mau, falta perceber por que motivo não mexe mais cedo na equipa. Que responda NES, se conseguir. Quanto mais jogos vejo deste Porto, maior é a sensação de que nos falta treinador. A matéria-prima, mesmo se imberbe (ou sobretudo por isso!), é de qualidade basta para nos permitir um nível de jogo e de resultados bem superior ao actual.  


A revolta "anti-Muller" continua... estou com vocês, rapazes!



Outros Intervenientes


Um árbitro com tendência para deixar correr o jogo, o que tende a irritar ambas as equipas de forma alternada. Eu gostei do estilo do senhor Milorad Mazic e não detectei nenhum erro significativo para lá de alguma incoerência na amostragem dos amarelos (o gatilho esteve sempre muito mais "leve" quando se tratou de disparar contra nós). Não foi por ele, certamente.

Quanto ao FC Copenhaga, foram aquilo que esperava deles. Jogo muito físico mas apoiado, menos directo do que muitos previam. Na primeira parte fizeram algumas jogadas muito boas e completas, falhando apenas o golpe final (felizmente). Os dois laterais, Ankersen e Augustinsson são muito interessantes. Gostei também do irrequieto Verbic, que muito trabalhinho deu aos nossos enquanto teve pernas para tal.

No grupo mais acessível de que tenho memória, conseguimos a semi-proeza de deixar a qualificação dependente do resultado do sexto jogo do grupo. O primeiro lugar já nem sequer é possível. Bem, pelo menos ainda temos possibilidades de apuramento e, melhor ainda, só dependemos das nossas capacidades para o garantir. Espero que NES não continue a fazer história negativa ao serviço do meu clube. Vamos lá conquistar a presença nos oitavos.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor