Do Porto com Amor

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Agora Que Já Não És





Agora que foste mas já não és, ei-los que dizem que tu é que eras.

Agora que te foste e já não estás, eis que nos asseguram - até a nós, que nem sequer te conhecíamos - que eras tudo o que eles nunca conseguirão ser.

Agora que já não vês, escrevem com fervor sobre como eras bom, infinitamente melhor do que eles e do que nós.

Agora que já não ouves, dizem com solenidade que se foi o melhor de todos. Demasiado cedo, asseguram.

Enquanto cá andaste, mecânico e cinzento como a maioria deles e de nós, nenhum deles se terá lembrado de o escrever. Nem de o dizer. Mais que tudo, de te dizer. Porque, certamente, nessa altura ainda não o eras.

Agora que já não és, estás. Agora que já não estás, és. E serás. 

Apaziguador de consciências, inconfessável suspiro de alívio, foste tu e não um deles - nem um de nós. Um infinitesimal aumento das boas probabilidades - nossas e deles - que o subconsciente de cada um aplaude de pé.

Brindemos a ti e celebremos as tuas virtuosas virtudes. Efémeras virtudes. Daqui a nada já nenhum deles voltará a escrever ou a dizer sobre ti, excepto talvez no primeiro aniversário da tua partida. Com sorte, ainda no segundo. 

Depois, nada. Extingues-te. Deixas de ser.

Para eles e para nós, claro. 

Naqueles poucos por quem vivias, viverás tanto quanto eles próprios. E isso são várias eternidades, mesmo se passageiras.

Vai, podes descansar em paz, tu que já não és, sabendo o quanto eu te lamento.


Dedicado às vítimas inocentes, a todas elas.


Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

À Prova de Fantasmas


Fui um dos milhares de Portistas que estiveram em Tondela no passado domingo, a apoiar e sofrer com as aventuras e desventuras da novel equipa de Sérgio Conceição. Além de nós, também lá estiveram umas centenas de "tondelistas" - o "istas" é para manter a terminação segunda-circularista do seu outro clube do coração. 




Não sei se repararam, mas também lá estiveram duas alminhas (de)penadas, a pairar sobre as nossas aspirações como abutres sobre um prenúncio de carcaça eminente. Fantasmas de Verões passados, um com cortezinho à palerma e pronúncia basca, outro com cara de prolongada obstipação e flipchart ao ombro. If you know WHOM I mean.

Aquele futebol sem ideias, lateralizado ou de chuto para a frente - em qualquer caso bloqueado, à espera de um milagre vindo da estratosfera para salvar o dia, fez-me recordar agruras recentes com as ditas personas (non gratas, obviamente). E esteve para durar, esse futebol.

Poderemos sempre especular sobre o que teria sucedido de diferente se o VAR(eja) tivesse "sugerido" ao árbitro principal uma pausa para análise do lance sobre Marega, nomeadamente sobre a forçosa alteração de planos de um Tondela ultra-defensivo se a grande penalidade tivesse sido assinalada e convertida. 

Podemos, sim, mas de nada adianta. Porque eu e vocês sabemos que não podemos contar com isso. Sabemos que temos de jogar para criar vários lances de penálti, só para assegurar que pelo menos um deles seja assinalado. É o nosso fado, sem Fátima que nos valha.

Sofri a bom sofrer durante os 90 minutos, primeiro por temer não conseguir marcar, depois a desesperar por um segundo golo-almofada e finalmente por antecipar um golo do adversário que felizmente nunca chegou.

Ganhar era o mais importante e ganhamos. Nada de desvalorizar ou inverter as prioridades. Este era, na minha opinião, um dos jogos cruciais da temporada. E saímos dele ilesos. Bravo por isso. Mas...

...vai ser preciso mais. Mais plantel, mais qualidade de jogo e mais treinador. 

Do plantel já tinha falado no jogo com o Estoril, é curto e demasiado exposto a lesões ou castigos. 

Quanto ao jogo jogado, as primeiras indicações vindas desse jogo inaugural (até ao golo oferecido a Marega) replicaram-se em Tondela e por períodos mais extensos. Descontando algumas bolsas de esperança, a primeira parte foi toda assim. Bloqueada por um adversário defensivo e pela nossa incapacidade de o desbloquear. Eu sei que não é fácil, mas é importante diversificar, tentar coisas diferentes que confundam e desposicionem este tipo de oponente. Sem mudar peças nem tácticas.

O golo foi um calmante temporário que não descansou ninguém. À segunda (também conta), Abou conseguiu metê-la no fundo da baliza, após um remate falhado de Telles que parou no jogador certo. Foi importante ir para o descanso em vantagem, mas sabia-se que sem um segundo, não haveria sossego possível.

Talvez por isso, entrámos fortes e determinados no segundo tempo, à procura desse golo. Tentámos mas não conseguimos. E automaticamente, os fantasmas começaram a acenar lá de dentro das cabecinhas dos nossos, com destaque para o mais insuspeito: Sérgio Conceição.

Entendo bem o que quis passar no pós-jogo, mas a verdade é que, mexendo como mexeu, arriscou tudo na probabilidade de o Tondela não marcar. Porque, se marcasse, não tínhamos "equipa" para ir atrás do segundo. E isso não me agrada em campo nenhum, muito menos contra os Tondelas desta vida.

Houve, uma vez mais, San Iker e sus muchachos para manter a salvo os três preciosos pontos e salvar o dia. Mas certamente não será sempre assim. Há que melhorar, rapidinho, enquanto continuamos a ganhar - treinador incluído, como aliás venho dizendo desde que foi contratado. Learning by doing, Sérgio.


Fotos da Curva



Notas DPcA 


Dia de jogo: 13/08/2017, 20h15, Estádio João Cardoso, Moreirense FC - FC Porto (0-1)


Casillas (7): Falhou uma vez e foi salvo; antes e depois, salvou-nos do pior. É para isto que serve ter uma lenda na baliza. Gracias. 

Ricardo Pereira (6): Muito interventivo e com boa qualidade de jogo, tanto a defender como a "ofender". Faltou a assistência para ser mais vistoso.

Alex Telles (6): Também bem lançado na ofensiva, embora mais vigilante por ter Brahimi como parceiro. Tentou ser decisivo no último passe mas ainda não foi desta - pelo menos, intencionalmente...

Marcano (7): Muito trabalhinho e quase sempre realizado com distinção. Bom posicionamento e tempo de abordagem. E muita coragem. Também um e outro deslize, felizmente sem consequências.

Felipe (6): Naturalmente também com muito a fazer mas um pouco menos de acerto face a Marcano. Pareceu algo nervoso a espaços. Mas globalmente bem.

Danilo (5): Continua a pré-época, pouco jogo lhe sai bem dos pés e o posicionamento ainda se recente da condição sub-óptima (física e mental). Arriba homem, que já se vai fazendo um pouco tarde.

< 69' Óliver (7): Outra vez um dos melhores, pelo afinco defensivo e pela qualidade que foi imprimindo ao jogo ofensivo. Não entendi (de todo) a sua saída.

< 84' Corona (6): A intermitência é a sua imagem de marca (infelizmente...), mas nos momentos de "luz" é capaz de quase tudo. Teve vários lances desses, que só não acabaram em golo por culpa de "outrem". Mas são excepções, precisa de dar mais durante mais tempo.

Melhor em Campo Brahimi (7): Sempre em busca do espaço, existente ou por si inventado, usando e abusando da sua superlativa qualidade técnica. Conseguiu ainda ser mais constante ao longo de toda a partida. Analisando bem, só ele poderia ser o meu MeC.

< 80' Aboubakar (6): Marcou e bem precisava(mos), mesmo se só à segunda tentativa. Quase bisava, num excelente gesto técnico, mas foi o poste quem mais ordenou. Pelo meio, muito trabalho e alguma inspiração.

Marega (6): Primeira parte comprometedora para as suas mais recentes ambições, a denotar várias falhas "técnicas" difíceis de tolerara a este nível. Para compensar, fez uma segunda metade de muito valor e não apenas pelo esforço e sacrifício: jogou futebol de bom nível a espaços.

> 69' Herrera (5): Se não me falha a memória, as primeiras 4 ou 5 vezes que participou no jogo fez asneira. Nas restantes, foi alternando entre o aceitável e o medíocre. Enfim, lutou.

> 80' André André (5): Aposta definitiva para segurar o resultado, entrou e ajudou nesse esforço sem se destacar.

> 84' Layún (-): Entrou para fechar ainda mais e aguentar, nada a relevar.

Sérgio Conceição (6): Delineou e adaptou a estratégia em função do que leu do jogo. Ganhou, teve razão. Mas...





Outros Intervenientes:



Tirando o estádio maneirinho e a terra simpática que lhe dá nome, não gosto do Tondela. Do treinador candeeiro ao presidente mimado, passando pelos caceteiros de verde e amarelo, não gosto de nenhum. E por isso não vou destacar ninguém. É assim quando amuo.


Quanto à arbitragem, sou dos (poucos?) que acreditam na qualidade e imparcialidade de Fábio Veríssimo. Creio que decidiu muitas vezes bem e até por isso me interrogo sobre o "procedimento" naquele lance sobre Marega. Vi as repetições várias vezes e honestamente não consigo dizer que é falta nítida (ainda menos se dentro ou fora da área), pelo que aceitaria ambas as decisões, mas o que não entendo é como é que ninguém na equipa de arbitragem teve dúvidas. Se isto não é lance para ser analisado pelo VAR, o que é?



É importante que fique claro que estou muito contente e aliviado com esta vitória. Onde outros falharam clamorosamente, Sérgio teve sucesso. Isso não é um pormenor, é quase-tudo neste momento. Fundamental é ganhar. 

Não deixo é de salientar o enorme risco que, em meu entendimento, corremos ao fazer aquelas três substituições em conjunto. Mas o treinador é ele, não eu. E ele acertou, assim nos diz o resultado.

Venha o próximo, que as férias podem esperar. Bilhetes para o Moreirense aqui (últimas horas).


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Parabéns a Raúl Alarcón e ao FC Porto - W52 - Mestre da Cor (esta é a minha ordem das coisas) pelo triunfo na 79ª Volta a Portugal!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




terça-feira, 15 de agosto de 2017

Onde Está a Bola? #46 (e vencedor #45)


Ainda a saborear a vitória em Tondela, entramos já na contagem para o próximo jogo no Dragão, desta vez contra o Moreirense FC, no próximo domingo, dia 20, às 18h00.

Como não podia deixar de ser, o Onde Está a Bola? (OEaB?) regressa para oferecer dois bilhetes para esse jogo ao leitor mais perspicaz e afortunado.

Relembro as novidades deste ano:

- Para além do envio de fotos, deve igualmente enviar duas linhas a descrever como foi a sua ida ao Estádio.

- A edição especial do passatempo, que normalmente ocorre perto do final da época, terá um novo critério: o da melhor selfie. Todos os vencedores de edições anteriores ficarão automaticamente habilitados a ganhar, desde que cumpram o essencial requisito de enviar as obrigatórias fotos.

Mas não são só eles: todos os concorrentes de todas as edições podem participar, desde que também enviem as suas selfies no Dragão em dia de jogo - e quanto mais enviarem ao longo da época, maiores serão as possibilidades de uma delas ser a eleita.

O email para envio das fotos é o do blogue: lapisazulebranco@gmail.com   

Feitos os esclarecimentos, passemos sem mais demora à edição #46.


OEaB? #46 - Moreirense


Respostas possíveis #46 (Moreirense):

A - Bola Azul
B - Bola Verde 
C - Bola Castanha
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida 


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória.

2 - Entre os que acertarem, será sorteado o vencedor através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo, acompanhadas da resposta à pergunta "Como foi a sua ida ao Estádio?" (duas frases bastam, desde que venham do fundo da Alma Portista...);

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #45 deste passatempo termina às 23h00 de 17 de Agosto e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 13h00 de dia 18.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio de Portistas! 


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Antes de partir, vamos encerrar as contas da edição anterior, a #45.


#45 - Estoril

 

Resposta certa: E - Não há nenhuma bola

 

Vencedor: Luís Pereira!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.




Agora, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.




Por fim, a compilação das fotos enviadas pelo Luís, seguida do seu testemunho escrito sobre a ida ao Dragão:




"Sempre fantástico entrar no nosso Dragão para mais um início de época com sonhos renovados. 

A equipa personificou as ideias de Conceição, jogando com garra, empenho e dedicação. Juntar a isto a magia de Brahimi e Óliver e temos uma mistura explosiva que faz do Porto uma máquina de ataque e que faz sonhar novamente os adeptos. 

Foi óptimo ver a comunhão entre o estádio cheio e a equipa, um verdadeiro mar azul que se vai espalhar pelo país e fortalecer ainda mais o nosso clube. 

Obrigado ao Porto com Amor por esta oportunidade e por me ter permitido partilhar este momento com o meu pai, que também é um portista ferrenho."


Grande malha, Luís, agradeço a magnífica reportagem, mais um belo exemplo daquilo que se pretende de todos os concorrentes!


 
Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Primeira Vaga do Mar Azul


Está feito. Arrancámos o campeonato e a época com uma vitória gorda e limpa. Melhor era possível, mas será que isso era relevante neste momento?

Não, não era. Digo-o assim, taxativamente, porque não admito (no meu raciocínio, como é evidente) que se pense de forma diferente.


Catarina Morais / Kapta +


A primeira parte contra o Estoril Praia foi bem mais complicada do que o resultado final sugere, o jogo só se desatou graças a uma oferenda de Mano à lá Miguel Rosa e nós tardamos a encontrar aquela fluidez e desenvoltura que caracterizou a pré-época. 

Foi o improvável Marega, entrado para render o (ainda?) lesionado Soares - para quê forçar a sua recuperação, Sérgio? - a aproveitar o erro infantil do defesa canarinho. Outra vez ele, tal como contra o Depor. Pode ser sorte, mas o maliano tem feito por ela. A vantagem ao intervalo era incontestável, tal como a margem mínima que a sustentava.

A segunda metade resultou num melhoramento significativo quase geral - quase, porque houve um jogador que até piorou... e muito, mas já lá vamos. A equipa soltou-se com o segundo golo, um bate até que fura de Brahimi, que teve também o condão de destruir a esperança que ainda alimentava a alma estorilista. Depois, houve um festival de golos...falhados, quase todos por conta de Aboubakar. Perdidas incríveis de cabeça já a rondar a pequena área e quase sem oposição. Algo que já vinha da primeira parte, aliás. Não era mesmo a noite do pobre Vincent, pelo que foram Marcano e outra vez Marega a facturar o remanescente da conta final.

Vitória segura, incontestável e moralizadora. Vencemos com folga apesar das coisas que ainda há para resolver. Good enough for me.



Notas DPcA 


Dia de jogo: 9/08/2017, 19h00, Estádio do Dragão, FC Porto - GD Estoril Praia (4-0)


Casillas (7): Algumas intervenções boas e vistosas na segunda parte a demonstrar que está aí para as curvas, quando realmente é preciso.

Ricardo Pereira (6): Foi o lateral mais ofensivo da equipa, em especial após o intervalo, esticando muito jogo pelo seu corredor. Faltou-lhe ser mais clínico na hora de assistir. A defender, quase sempre bem.

Alex Telles (6): Jogo positivo, mas que poderia ter sido muito mais, tivesse Abou finalizado os passes açucarados que lhe fez por duas vezes. Está com bom ritmo, o que se saúda.

Marcano (7): Outra vez o farol defensivo da equipa, bem posicionado e com bom tempo de antecipação, curiosamente após um lance inicial menos positivo. Teve ainda tempo para fazer o seu golo. Muito bem.

Felipe (6): Menos acertado que o companheiro de eixo, com e sem bola, diga-se. Nada de muito preocupante, mas a rectificar. Pode ser do equipamento novo, mas pareceu-me um pouco mais "robusto"... ilusão de óptica?

Danilo (6): Está ainda na sua pré-época, mas aquela garra que lhe permite recuperar metros num sprint de 40 metros e depois fazer o corte (limpo para toda a gente menos para o árbitro), está lá. E isso tranquiliza-me para saber esperar pelo seu melhor.

< 81' Melhor em Campo Óliver (8): Como que ressuscitou com o desaparecimento do Espírito Santo, recuperando a alegria do jogo e mostrando qualidades que a mim me surpreendem, por não saber que as tinha. Consegue ser relevante a criar rupturas e fazer assistências (hoje foram duas) mas também a recuperar bolas e ocupar espaços defensivos. A evoluir sempre assim, nesta dupla-função, os vinte milhões vão parecer preço de saldo...




< 72' Corona (6): Continua apagado, apesar do bom início e depois reaparecer na segunda parte. Temo que possa haver alguma incompatibilidade entre esta forma de jogar da equipa e a sua... a rever nos próximos capítulos.

Brahimi (7): Dá-se bem com o que o treinador lhe pede (e lhe dá) e isso nota-se no sua entrega ao jogo. Muitos lances a carregar jogo por caminhos por ele inventados, nem sempre bem a concluí-los. Mas foi essa persistência que lhe permitiu fazer o seu golo, aquele que quase sentenciou o jogo. Bom nível.

Aboubakar (5): Uma noite negra (pun not intended) porque é um avançado e a sua missão principal é a de marcar golos. Sobretudo os fáceis. O desperdício foi demasiado e não compatível com um titular do Porto, nem com tudo o que vinha fazendo até aqui - e por isso, acredito que tenha sido apenas um dia mau. Os cinco pontos são pelo outro trabalho, que foi bem positivo. A segurar a bola, a combinar com os companheiros e a massacrar os defesas. Só faltou... o principal.

< 31' Soares (5): Durou trinta minutos, o tempo necessário para que todos ficássemos a suspeitar que a recuperação da lesão não estava ainda completa. Pelo que sobra a pergunta: porque jogou? Nessa meia-hora, o período mais complicado da equipa, trabalhou bem e estaria a preparar-se para o que vinha a seguir. Ficou adiado.

> 31' Marega (8): Estava ainda a terminar o seu aquecimento (tinha entrado à pressa) e eis que o mano lhe deu a mão. Isolado frente a Moreira, não perdoou. Jogo desbloqueado e a sua cabeça também. Teve mais oportunidades, criou outras e bisou após excelente movimento de Óliver. Uma noite quase de sonho que terá carimbado em definitivo a sua continuidade no plantel. Mais destas, por favor.

> 72' Hernáni (5): Muita vontade mas pouco esclarecimento. Quer mostrar tudo de uma vez só e assim, quase nada lhe sai bem. Calma, homem, um lance de cada vez. Hoje teve uma boa oportunidade para mostrar serviço. Veremos se voltará a ter...

> 81' Herrera (5): Rendeu Óliver e a equipa não se ressentiu (quase nada). Ok...

Sérgio Conceição (7): Estreia vitoriosa e muito positiva, se olharmos para o resultado final. A equipa demorou a soltar-se, a encontrar o seu jogo, mas admito que isso seja normal num primeiro jogo. A sua alma contagiou a nação Portista, que voltou a esgotar o Dragão e se prepara para o fazer de novo contra o Moreirense e antes disso em Tondela. Há que saber rentabilizar todo este crédito. E bem também no pós-jogo, a levantar a moral aos preteridos neste jogo.

A única nota negativa tem a ver com a utilização de Soares, claramente ainda não recuperado. Não sei se foi o departamento médio quem garantiu a sua total recuperação ou se houve um certo risco envolvido na decisão de o fazer alinhar. O que sei é que, provavelmente, agora ficará sem ele algumas semanas. Valeu a pena?



Outros Intervenientes:



Gostei de algumas coisas deste Estoril do sempre nosso Pedro Emanuel. A combatividade e o rigor táctico que caracterizam as suas equipas, "lamentavelmente" (not!) traídos por um erro individual. Nota-se que ainda lhe falta poder de fogo, mas nota-se também a apreciável qualidade técnica de grande parte dos seus jogadores. Conto que façam uma época tranquila, se conseguirem resolver a questão ofensiva. Individualmente, gostei de ver dois jogadores: Allano (apesar das fitas) e Lucas Evangelista. Cheira-me que ainda vão dar que falar...


Quanto à arbitragem, com e sem vídeo, a mesma _ _ _ _ _ de sempre. Este indivíduo Hugo Miguel é um ordinário, um provocador que nem se dá ao trabalho de disfarçar a animosidade que tem por nós, ao mesmo nível do palhaço dos três smiles




Ainda bem ò Hugo, só espero é que nunca te enganes nos sítios onde vais - sobretudo aqui pela Invicta. Arrogante, petulante e provocador. Raramente tem dúvidas quando se trata de decidir contra o Porto. Já a favor... espera lá, deixa-me consultar o horóscopo... está bem, toma lá uma faltinha inócua. 

O vídeo-invisual, a mesma coisa. Está lá, mas a dormir. Só se alguém lhe berrar ao ouvido (uns 40 mil, mais coisa, menos coisa) é que o artista desperta e lá decide ver o que se passa. O (quase-não) golo de Marcano é um lance que demonstra na perfeição tudo o que escrevi antes. Cambada de _ _ _ _ _ _   _ _   _ _ _ _, um dia pode ser que tenham o que merecem.

(preencher os _ _ com imaginação)

Noutras paragens, diz que a malta da casa saiu de lá satisfeitinha com as novas tecnologias. I wonder why.


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Escrevi acima que vencemos este jogo apesar do que ainda não foi feito. Uma parte tem a ver com os processos da equipa, outra com o plantel. Vou desenvolver um pouco a segunda.

Hoje, mais do que me qualquer outro jogo desta nova era, ficou bem patente o quão "estreito" é o plantel actual. Até nem era preciso que Soares se lesionasse - por "acaso", Marega entrou e foi decisivo - para o constatar. Olhando para a ficha de jogo e em particular para o banco, eram estes os nomes para os planos de B a Z: , Maxi, Reyes, Herrera, Otávio, Hernáni e Marega.

Se na defesa se pode considerar que temos a cobertura mínima (no centro, é apenas isso), daí para a frente a coisa complica-se.  

Danilo não tem substituto nesta altura (não me atirem com o André André à cara que dói), num jogo como este talvez Herrera desenrascasse. Mas noutros mais complicados, não tem.

Óliver poderia ser rendido por quem? Herrera? (...) Otávio não faz o trabalho defensivo que o espanhol faz.

Hernáni poderia render sem sobressalto algum dos médios-ala? Para já, nem pensar.

E o felizardo da noite, Moussa Marega, tem o que é preciso para render qualquer um dos avançados hoje titulares? Já vi coisas mais estranhas acontecerem, mas custa-me a acreditar. Por agora, pelo menos.

Em resumo, Sérgio conseguiu encontrar um bom onze-base (treze, se somarmos Maxi e Otávio), mas terá de rezar a todos os santinhos (ah, expressão infeliz) para que não existam lesões e castigos em catadupa. Visto pelo outro lado, parece-me que fazem falta alguns reforços para acrescentar profundidade ao banco. Isto sem considerar eventuais saídas, como as de Indi e Layún.


Para já, são estes os que temos. E é com eles que teremos de ir vencer a Tondela, já no próximo domingo. Vamos a isso!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A Reconquista: Primeiro Andamento


Começa hoje a nossa caminhada desportiva rumo à reconquista do título de campeão nacional.

Uma vez mais com um novo treinador, uma vez mais a começar do zero e (também por isso) atrás dos outros candidatos. Sinais de tempos que se fecham. Apesar da tendência, este ano carrego uma confiança que já não sentia desde a chegada de Paulo Fonseca.


Bruno Sousa

Bem sei que o que aconteceu depois não justificou essa confiança, mas o que releva aqui é a minha crença naquilo que Sérgio Conceição pode conseguir. Gostei quase sempre do que o ouvi dizer, fosse antes ou depois dos jogos de pré-época, que aliás foram também quase todos interessantes de se ver.

A seu favor, tem o seu carácter (desde que o contenha nos limites do razoável) e um plantel claramente melhor do que PF tinha. O final do mês ainda está longe, pode haver mudanças significativas, mas nem assim creio que esta "verdade" deixe de o ser. 

Tem também o inequívoco e entusiástico apoio da esmagadora maioria dos Portistas, que aliás já foi apelidado de Mar Azul. Gosto da boa onda que sugere. Um imenso Mar Azul cujas ondas de espuma branca encontrarão a sua praia na costa da Glória.

Hoje é o primeiro jogo do resto da vida do nosso Clube. Lá estarei, como sempre. Vamos a isso!


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Fora do campo, a batalha já recomeçou ontem, com a rentrée do Universo Porto da Bancada. Os mesmos protagonistas pré-férias numa exibição morna, ainda à procura do melhor ritmo competitivo.

Foi, todavia, suficiente para se saber (ou melhor, comprovou-se com factos o que já se sabia) que este Benfica está mesmo tomado de assalto por uma corja de vigaristas sem-vergonha, que não hesitam em recorrer a qualquer tipo expediente, mesmo se ilegal (sobretudo se o for, digo eu), para conquistar fora de campo aquilo que não conseguiriam apenas dentro. 

E sempre devidamente auxiliados por um exército de lacaios sem escrúpulos, estrategicamente colocados em posições decisivas nas estruturas do futebol. Ontem, foi necessário voltar-se a conspurcar a transmissão do Porto Canal com o odor putrefacto de duas ratazanas de esgoto: Ricardo Costa, o justiceiro cego (pela luz do candeeiro) e Ferreira Nunes (a.k.a. Frankc Vargas), o tal das classificações dos árbitros aquando da descida de Marco Ferreira, no auge do #colinho. Ambos, sempre em modo lambe-botas, dispostos a dar tudo para ser os mais queridos. Nojento(s).

Ainda sem outros factos que não fosse o ter assistido aos jogos, escrevi convictamente logo no início deste blogue, em 2015 (na segunda parte deste post):

"Desde 1994 que o Benfica não ganha um campeonato por seu exclusivo mérito"


Pois agora ratifico o que disse, actualizado com a pouca-vergonha que foi a treta do ano passado.

Mal sabia eu que algum dia se haveria de demonstrar publicamente os "processos" que o comprovam. Simplesmente vergonhoso, até o Benfica salazarento merecia melhor sorte. Não a tendo, são o que são: um bando de desavergonhados. Todos eles, os que perpetram os crimes e os que festejam assobiando para o lado como se nada fosse. Todos.


VAR = Vícios Antigos Renovados


Por muitas denúncias que tenham sido feitas e se venham ainda a fazer, que ninguém se iluda: o polvo orelhudo está bem vivo e não afrouxará a pressão dos seus tentáculos antes que lhe seja cortada a cabeça. Até que se faça alguma justiça neste país candeeiro, o polvo reinará. A vergonhosa "exibição" do vídeo-árbitro na Supertaça é a prova mais evidente. E só um Porto muitas vezes melhor conseguirá ganhar apesar dele.


Por tudo isto e sobretudo pelo Porto, a batalha recomeça hoje. Contamos contigo, meu caro Portista?



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco